Quarta feira, 18 de outubro de 2017 Edição nº 13120 24/09/2011  










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MCCE entra com ação popular contra gestores

RENATA NEVES
Especial para o Diário

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) protocolou ontem uma Ação Popular no Fórum de Cuiabá solicitando o afastamento do presidente da Agecopa, Eder Moraes e do diretor de planejamento, Yênes Magalhães, que assumiu por um período a presidência da autarquia após a saída do ex-presidente Adilton Sachetti.

A entidade também requer a devolução dos recursos gastos com a reforma do prédio da agência e com a viagem de um servidor à Índia, ocorrida em janeiro deste ano, além de prestação de contas dos gastos efetuados pela autarquia desde a sua criação e a extinção do Fundo da Copa, que conta atualmente com cerca de R$ 1 bilhão.

Advogado do MCCE, Vilson Nery, classificou a lei complementar que criou a Agecopa como “uma aberração jurídica” e criticou a falta de transparência na atuação da agência.

Segundo ele, os dirigentes da autarquia não têm repassado as informações solicitadas. Como exemplo, cita o fato do desconhecimento por parte da população das áreas que serão desapropriadas para a realização dos jogos.

Nem mesmo o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) de Mato Grosso teria tido acesso a nenhuma informação sobre qualquer obra prevista no cronograma da Copa.

“Esse jogo da Copa precisa ser jogado limpo. A sociedade tem que saber o que está acontecendo. Se for mantido um diálogo com a sociedade não temos dúvida de que o jogo será ganho. Hoje, no entanto, quem está ganhando é o corrupto”, disse, sem citar nomes.

A falta de transparência, segundo Nery,teria ficado ainda mais evidente com a polêmica envolvendo Éder Moraes e o diretor de infraestrutura, Carlos Brito.

“A crise se instalou justamente porque um dos diretores reclamou da falta de informações e denunciou o que estava ocorrendo na Agecopa. Em conseqüência disso, Éder Moraes convocou o secretário de Estado de Segurança Pública, Diógenes Curado, para implantar um sistema de inteligência para evitar o vazamento de informações para a sociedade. A partir disso o MCCE resolveu entrar em ação”, justificou.

Na ação, o MCCE ressalta ainda o fato de não ter sido realizada nenhuma audiência pública para tratar do modal de transporte antes de ser oficializada a escolha pelo Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e pede a suspensão imediata do contrato para a manutenção do ‘relógio da Copa’, que prevê custos diários de R$ 1,2 mil por dia, totalizando R$ 37 mil mensais.



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