Sexta feira, 31 de outubro de 2014 Edição nº 13035 15/06/2011  










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Pagodeiro é condenado por matar a ‘ex’

Da Reportagem

O pagodeiro Neyly Silva Santos, de 26 anos, foi sentenciado a 20 anos de prisão pelo assassinato de sua ex-namorada, Gislainni Paola Neves Santos, aos 26 anos de idade, morta com seis facadas no tórax, braço e orelha porque havia rompido a relação de mais de sete anos. O assassinato da jovem ocorreu na casa dela, na noite do dia 30 de dezembro de 2009, no bairro João Bosco Pinheiro, em Cuiabá.

Neyly foi condenado por homicídio qualificado – motivo fútil e meio cruel. O julgamento ocorreu na última sexta-feira pelo Tribunal do Júri da comarca de Cuiabá, presidido pela juíza Mônica Catarina Pery de Siqueira.

No entendimento do promotor criminal João Augusto Gadelha, que participou do julgamento, a pena não pode ser considerada exagerada, uma vez que se trata de um crime contra a vida. O réu deverá cumprir dois quintos da pena em regime inicialmente fechado – ele ficará menos de oito anos atrás das grades, uma vez que está preso desde abril do ano passado. Em crimes cometidos antes desta data o cumprimento era menor - apenas um sexto.

“A pena (de 20 anos de condenação) alta é uma forma de reprimir esses tipos de crimes. A pena tem a função de prevenção, pois ela acaba inibindo as pessoas de tentarem fazer o mesmo”, frisou.

Para o representante do Ministério Público Estadual (MPE), os crimes passionais mostram sempre uma mesma faceta. O homem não aceita a separação porque acredita ter a posse da mulher. Uma vez contrariado, acaba praticando o homicídio.

De acordo com as investigações realizadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, o casal se relacionava há sete anos, mas dois meses antes do crime Gislainni se cansou do seu namorado e resolveu encerrar a relação. Ela reclamava com amigas que não aguentava trabalhar sozinha, uma vez que Neyly era pagodeiro e não fazia nada para conseguir dinheiro.

Assim que terminou o namoro, ela o trocou por um colega de trabalho. O pagodeiro não gostou de saber que havia outro homem na vida dela e chegou a flagrar o casal num motel.

No dia do crime, ele foi à casa de uma amiga da vítima e pegou a bolsa de Gislainni, com documentos e tudo. Era uma forma de ela procurá-lo. O pagodeiro ficou de levar a bolsa na casa da jovem. Os dois conversaram, tiveram relação sexual e antes de ir embora, ele a executou com seis facadas.

Neyly fugiu após o crime, mas quatro meses depois se apresentou à polícia. Como estava com a prisão preventiva decretada, foi direto para o Presídio Central do Estado (PCE). (AR)



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