Segunda feira, 24 de junho de 2019 Edição nº 13021 29/05/2011  










RENATO DE PAIVA PEREIRAAnterior | Índice | Próxima

Código Florestal

Surpresa positiva tivemos na votação do novo Código Florestal na Câmara Federal. Não com aprovação em si, mas pela ampla maioria dos deputados que votaram a favor do relator Aldo Rebelo. Oitenta e seis por cento deles, contrariando a enorme pressão do governo, a estridência das ONGs e o choro dos românticos ecologistas, escolheram o bom-senso do relator, que procurou equilibrar a necessidade de produção de alimentos e energia com a desejada preservação ambiental.

Parece que foi a melhor opção possível, embora tenham sido grandes as concessões do setor produtivo. Como todos sabemos, as leis ambientais brasileiras são mais restritivas à produção que qualquer outra no mundo. A Europa tem só 0,3% de suas florestas preservadas e os Estados Unidos não estão nem aí pra esse assunto. Entretanto são justamente esses que pressionam para o Brasil manter suas florestas.

Aqui os países desenvolvidos acharam um campo fecundo: os órfãos da esquerda brasileira, há muito necessitados de uma bandeira e um discurso para tentarem se manter em evidência, abraçaram com força essa causa e foram à luta abraçando árvores e ridicularizando os que teimam em produzir alimentos apesar dos empecilhos e das dificuldades.

Não parece razoável a posição brasileira de ser o pulmão do mundo, compensando com suas vastas florestas a falta de matas nos outros países. O mais justo seria que todos preservassem um pouco, distribuindo igualitariamente a responsabilidade pela manutenção do clima e da vida na terra. Se todos repusessem, digamos, 10% da cobertura nativa não haveria pressão para exagerarmos nossas reservas que chegam a 80% na região amazônica.

Dizem, ainda, governo e ambientalistas, tomo forma de pressão, que o mundo deixaria de comprar nossos produtos se optarmos por uma legislação mais branda. Essa observação carece de lógica. Os Estados Unidos que só se preocupam com a preservação dos outros, não tem nenhuma dificuldade de colocar seus produtos agrícolas em todos os países que necessitam deles. Acrescente-se que com o aumento do consumo de alimentos, principalmente na Índia e na China, não há o menor risco de nossos alimentos ficarem sem mercado.

Por último uma constatação também positiva e uma surpresa negativa: a positiva é que todos os deputados mato-grossenses votaram a favor do código, embora dois deles não tenham concordado com a emenda l64 de autoria do deputado Homero Pereira e outros. A constatação negativa: Uma emissora de tv aqui do estado encampou com tanto entusiasmo o argumento antiagricultura e por conseguinte, ‘antiMato Grosso’, que não se pejou em colocar no ar matérias requentadas e sensacionalistas que repercutiram no Brasil inteiro. Mais uma vez essa emissora partindo de casos pontuais, generaliza e distorce os fatos, colocando nosso estado como grotão sem lei. Não se trata de ocultar notícias, mas de divulgá-las com honestidade em respeito ao estado onde trabalham e enriquecem e aos agricultores que fazem de Mato Grosso o maior produtor de grãos do país.



*RENATO DE PAIVA PEREIRA - empresário (não do agronegócio)

renato2p@terra.com.br



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