Quinta feira, 27 de novembro de 2014 Edição nº 13009 15/05/2011  










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Várzea Grande

O governador general, advogado e jornalista José Vieira Couto Magalhães foi estadista de visão. Quando da guerra travada por Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai adotou dois procedimentos que marcariam sua passagem pelo governo de Mato Grosso. Primeiro, criou um presídio ao lado de Cuiabá para isolar a colônia paraguaia que vivia na região. Depois, construiu navios no leito do rio Cuiabá, mandou desmontá-los, botá-los em carros de bois e lombo de burros e os mandou para Araguaiana, à margem do rio Aragauaia, de onde navegaram em busca de combatentes no Maranhão, Pará e Tocantins.

A guerra entre irmãos e vizinhos chegou ao fim e a hostilidade entre os exércitos inimigos cedeu lugar ao relacionamento fraterno e respeitoso entre os povos dos quatro países.

Com a paz, a construção dos navios de transporte militar ficou perdida nos registros históricos daquele período que deve ser esquecido e servir de exemplo para a consolidação das boas relações internacionais na América do Sul.

A criação do presídio resultou no surgimento da cidade de Várzea Grande, que faz conurbação com a capital mato-grossense sendo separada da mesma pelo rio Cuiabá. O marco temporal da criação dessa cidade é a data da instalação daquela unidade prisional: 15 de maio de 1867, que foi adotada pelo povo várzea-grandense como dia da fundação de seu município. Portanto, hoje, Várzea Grande celebra 144 anos de fundação – a emancipação política aconteceu em 1948.

No começo da década de 1970, Várzea Grande recebeu o título de “Cidade Industrial”, mas esse rótulo foi aos poucos esvaziado pela interiorização das plantas da agroindústria, que ora confere vitalidade econômica a Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Tangará da Serra, Nova Mutum, Sinop e outros municípios. Esse fenômeno não foi motivado somente pela logística de se instalar fábrica ao lado do celeiro de matéria-prima. Em parte, esse processo tem origem na falta de oferta de vantagens pela municipalidade.

Indicadores sociais revelam que algo de errado acontece com Várzea Grande. Um deles, apurado pelo cruzamento do Produto Interno Bruto (PIB) com a população, é preocupante: a renda per capita é de R$ 11.281,10 quando a média mato-grossense é de R$ 14.954.

O cenário apurado por indicadores sociais tende a pior em razão da grave crise política instalada no município há alguns meses e que cria insegurança para investidores, desmotiva servidores públicos e deixa a população apreensiva. Ao invés de se inserir no processo desenvolvimentista de Mato Grosso, Várzea Grande teima em andar em círculos, o que a faz perder espaço no contexto econômico tão bem aproveitado por outros municípios.

O povo várzea-grandense merece tratamento diferente desse que ora recebe de parte de sua classe política. Várzea Grande precisa se reencontrar e deve fazer dessa data festiva momento de reflexão para encontrar caminho rumo ao amanhã.



O povo várzea-grandense merece tratamento diferente desse que ora recebe



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· Olha Várzea Grande ainda uma otima opção  - Bruno Luiz da Costa Bulhões

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