Sexta feira, 21 de julho de 2017 Edição nº 12984 14/04/2011  










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Centro Histórico

Cuiabá tem uma área identificada por “Centro Histórico”, que é permeada por ruas estreitas, sinuosas e que foram cenários da consolidação da cidade que brotou no centro geodésico do Brasil pela audácia do bandeirante Pascoal Moreira Cabral e seus companheiros que reviravam o vazio demográfico do sertão em busca de ouro.

A arquitetura da área que compreende o Centro Histórico se descaracteriza no dia-a-dia pela implacável ação do tempo que teima em jogar ao solo construções bem antigas, de adobe, que não resistem tanto quanto as modernas obras da engenharia urbana calcadas em alicerces e em colunas de concreto.

Além de fragilizado estruturalmente, o casario no Centro Histórico sofre alterações ao ser interligado ao sistema de telefonia, redes de energia elétrica e água, e com a instalação de antenas nos telhados de suas unidades residenciais e comerciais. Somem-se a isso a substituição do piso de calçamento com pedras irregulares pela pavimentação asfáltica, construção de galerias pluviais e bocas-de-lobo e a instalação de hidrantes.

Cuiabá tenta restaurar, revitalizar, preservar e transformar o Centro Histórico em atração turística, em ferramenta para geração de emprego e renda, em memória arquitetônica da quase tricentenária cidade de Moreira Cabral.

As tentativas nesse sentido sempre esbarram em dois gargalos: falta de recursos orçamentários e a inexistência de projeto técnico amplamente discutido com autoridades e população, e que leve em conta a razoabilidade conceitual que permita a restauração sem que essa prejudique o conjunto da cidade e vice-versa.

Em busca de norte para que Mato Grosso tenha condições de desenvolver projeto temático sobre o Centro Histórico de Cuiabá, a Assembleia Legislativa realiza hoje, às 14h, no Auditório Milton Figueiredo – em suas dependências – audiência pública de iniciativa e sob condução do deputado tucano Guilherme Maluf.

A iniciativa de Guilherme Maluf é louvável sob todos os aspectos, porque cria oportunidade para manifestações e contraditório sobre o Centro Histórico. Com base no extrato a audiência a Assembleia pode encontrar o ponto de partida que até então desafia autoridades e leva a população ao desencanto pela indiferença com que o assunto é conduzido pelo Poder Público em todas as suas esferas.

Tomara que a prefeitura, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Câmara Municipal, CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), UFMT, Unemat, 9º Batalhão de Engenharia de Construção, Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana, Academia Mato-grossense de Letras, Instituto Histórico e Geográfico, OAB, outras instituições e a população participem ativamente da audiência. Cuiabá precisa que sua gente discuta e encontre o melhor caminho para lhe devolver em sua forma original, a essência de sua estrutura urbana que Guilherme Maluf quer resgatar.



Cuiabá tenta restaurar, revitalizar, preservar e transformar o Centro Histórico



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