Quarta feira, 16 de janeiro de 2019 Edição nº 9853 01/02/2001  










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Coca-Cola consolida mercado em MT

Com 56% do mercado, a Coca–Cola continua investindo em qualidade, gerando mais de 4 mil empregos no Estado


Diretor-presidente do Grupo Renosa, Coca-Cola, Ricardo Torres de Mello, avalia o mercado de refrigerantes em Mato Grosso
PAULA DE BORTOLI
Especial para o Diário

O comércio de refrigerantes movimenta bilhões em todo o mundo, existem marcas e sabores para todos os gostos. o Brasil é o 3o maior consumidor de Coca-Cola do mundo, mesmo assim, ainda perde para o México que tem uma média de consumo de 97 litros por pessoa/ano, enquanto o brasileiro bebe 33,5 litros do produto ao ano, o que resulta num consumo anual de 5 bilhões e 400 milhões de litros em todo o país.

Os analistas desta área garantem que o brasileiro está diversificando suas opções em bebidas, dando cada vez mais preferência as naturais sem componentes químicos, que vão desde os chás naturais, água de coco água mineral e outra centena de produtos disponíveis no mercado, mas o refrigerante continua em alta, prova disto, são os investimentos em tecnologia e qualidade que as fábricas do segmento estão fazendo de norte a sul do país como é o caso do Grupo Renosa (Refrigerantes Noroeste S/A) em Mato Grosso.

A empresa se instalou no estado em 1977 com uma capacidade de 350 mil litros mês, hoje mais moderna e equipada dentro dos padrões internacionais de qualidade exigidos pela própria marca a produção é de 11 milhões e 400 mil litros ao mês, distribuídos e vendidos pelo grupo em todo o estado.

Com uma fatia de 49% do mercado nacional de refrigerantes a Coca-Cola controla atualmente 56% do setor em Mato Grosso, com uma geração de emprego e renda indireta para 3.500 pessoas e mais 700 funcionários diretos na fábrica, a empresa pretende continuar investindo não só em equipamentos e mão de obra especializados, mas também nas áreas cultural e social do estado como já tem feito nestes últimos anos, dando apoio a eventos de porte nacional como o Festival Internacional de pesca de Cáceres, o festival de inverno em Chapada dos Guimarães e o de praia no Vale do Araguaia.

O diretor presidente do grupo Renosa (Refrigerantes Noroete S/A), Ricardo Torres de Mello, está em Cuiabá desde 1991. Em entrevista ao Diário, Mello fala das mudanças do mercado e da evolução da empresa que acredita que realmente a propaganda é a alma do negócio, sendo a Coca-Cola uma das que mais investe na mídia no mundo inteiro.

Diário de Cuiabá- Com a abertura de mercado aumentou a concorrência em todas as áreas, o que mudou para a Coca-Cola?

Ricardo Torres de Mello- Até 1990, o modelo de negócio era de grandes fabricantes, estes consolidavam seus negócios com ações e papéis sendo negociados no mercado financeiro, mas a partir de 1999, a Coca-Cola começou a perceber que este tipo de negócio muito centralizado não vinha mais dando bons resultados. Hoje a empresa atua de forma mundial mas pensa de forma regional, bem mais descentralizada que dois anos atrás. Um exemplo claro para caracterizar esta mudança de atuação da Coca-Cola é o trabalho de sucesso que nós temos no Brasil, o Brasil tem sua própria linha de marketing, com suas peculiaridades.

Diário- Essas mudanças que mudaram a linha de atuação, trouxeram melhores resultados de vendas do produto?

Mello- As mudanças ainda são recentes em todos os sentidos, mas os resultados já começam a aparecer, no ano 2000 houve um crescimento, de 47% para 49%. Hoje a Coca-Cola controla no Brasil 49% do mercado de refrigerantes, ou seja, a maior parte deste concorrido segmento.

Diário- Depois de tudo isto, com a evolução dos meios de comunicação, é mais fácil, ou mais difícil conquistar o mercado nos dias de hoje?

Mello- Hoje é bem mais difícil em função da grande variedade de produtos oferecidos pelo mercado como: Chás, sucos, água de coco, água mineral e outros tantos. Outra questão é a mudança cultural das pessoas, algo que não se pode negar, um comercial nos dias de hoje deve ter uma mensagem mais completa, é difícil atingir todos os tipos de pessoas numa única mensagem. As pessoas, ou seja, os clientes estão mais exigentes, e nós temos que corresponder a nova realidade.

Diário- Essas mudanças de estratégias na área de marketing, na área de divulgação do produto custam mais caro?

Mello- Sim, custam bem mais caro, porquê envolvem pesquisas junto ao consumidor, estratégias diferentes para cada tipo de cliente. Os pontos de vendas precisam ser preparados de forma que atendam as necessidades daquele local, daquela região e do tipo de público que o freqüenta, neste caso não o canal de distribuição é tão importante quanto o cliente que depende dele, pois sem um bom atendimento não haverá cliente.

Diário- O senhor considera que a Coca-Cola está no rumo certo?

Mello- Sim, acreditamos que estamos no caminho certo. Precisamos acelerar no sentido geral para podermos acompanhar a evolução do mercado e principalmente do cliente que exige cada vez mais do produto.

Diário- Com quase 50% do mercado de refrigerantes, quanto a Coca-Cola vende hoje no Brasil?

Mello- A Coca-Cola vende atualmente mais de 1 bilhão de caixas por ano, o equivalente a 5 bilhões e 700 milhões de litros/ano, o Brasil é o terceiro maior mercado do produto em nível mundial.

Diário- Qual é a média per capta consumida no Brasil por ano?

Mello- A média consumida pelo brasileiro é de 33,5 litros por ano.

Diário- Essa é considerada uma boa média se comparada com outros países do mundo?

Mello- É uma boa média, mas ainda baixa se comparada a média consumida no México que é de 97 litros por pessoa/ano, os brasileiros vão chegar lá, é o que nos esperamos nos próximos anos.

Diário- Como é que a empresa pretende estimular o aumento no consumo de Coca-Cola no país agora em 2001?

Mello- Se analisando que o mexicano bebe 3 vezes mais Coca-Cola que o brasileiro, isto não quer dizer que o brasileiro consome menos líquido que o mexicano. O que a empresa precisa fazer é lançar produtos que ganhem o consumidor brasileiro. Um exemplo de mudança é o Japão, onde a segunda bebida mais vendida pela Coca-Cola, é o café gelado, conhecido lá como Georgia-Coffee.

Diário- E esse café gelado, teria mercado no Brasil, o senhor tomaria um café gelado?

Mello- Sim. Há 57 anos atrás quando a Coca-Cola entrou no Brasil, o brasileiro provou o produto gelado não gostou, pensou até que fosse algum remédio, é o que as pessoas diziam na época, enquanto hoje o Brasil é o terceiro maior mercado de Coca-Cola do mundo, os produtos novos sempre causam um certo impacto no início, mas depois o consumidor, quando gosta, não troca mais por nenhum outro.

Diário- Como está hoje o mercado em Mato Grosso??

Mello- A Coca-Cola domina no momento 56% do mercado de refrigerantes em Mato Grosso.

Diário- O que isso representa em termos de quantidade do produto?

Mello- São 114 milhões de litros, o que significa um consumo de 41 litros por pessoa ano, um pouco mais que a média nacional que é de 33 litros ano. A perspectiva é que este índice aumente nos próximos anos.

Diário- Qual foi a contribuição de impostos da empresa no ano 2000 no estado de Mato Grosso?

Mello- Na área de ICMS (Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços), contribuímos com 21 milhões de reais, fora os demais impostos do Governo federal, uma outra carga pesada para o empresário brasileiro, que tem clamado por uma reforma tributária nacional.

Diário- E o faturamento da empresa de quanto foi no ano 2000 em Mato Grosso?

Mello- Foram 100 milhões de reais, com o pagamento dos impostos este número cai para cerca de 60 milhões de reais.

Diário- E a distribuição de renda, quantos empregos são gerados hoje pela Coca-Cola no estado?

Mello- A Coca-Cola emprega hoje 700 funcionários diretos e gera indiretamente mais de 3.500 empregos indiretos em todo o estado de MT.

Diário- E a área tecnológica substitui o homem em quase todos os setores da empresa hoje?

Mello- A tecnologia é uma aliada indispensável nos dias de hoje, mas há certos tipos de serviços que só o homem pode fazer, a máquina deve ser um instrumento para facilitar e nunca para eliminar o homem da sociedade.

Diário- Como é aplicada a tecnologia aqui na fábrica da Coca-Cola de Mato Grosso?

Mello- Aqui nós temos todos os recursos da mais moderna tecnologia aplicada nas demais fábricas do produto no mundo inteiro, a empresa foi a primeira a utilizar a filtragem de xaropes sem o uso do carvão, algo muito significante em termos de qualidade de vida e de preservação ambiental, já que o carvão é altamente poluente, este problema nós eliminamos através justamente da tecnologia.

Diário- E os laboratórios de análise do produto, como é que são controlados?

Mello- Os laboratórios são controlados por profissionais especializados na área com um controle de qualidade dos mais exigentes do mundo que é o da Coca-Cola. Temos hoje em funcionamento nos laboratórios equipamentos que custam mais de 500 mil reais, adequados para examinar tanto matérias primas quanto produtos.

Diário- E o tratamento de esgoto da fábrica, está adequado as normas ambientais da região?

Mello- Sim. A empresa tem hoje a preocupação e o compromisso de processar todo o seu lixo industrial, principalmente o esgoto, dentro dos padrões exigidos pelos órgãos ambientais e pela Coca-Cola que acaba sendo mais exigente que todo e qualquer órgão de defesa do meio ambiente do país.

Diário- Como é que surgiu a idéia de se instalar aqui no Mato Grosso nos anos setenta?

Mello- Em 1977 um grupo de empresários liderados por Luís Carlos Lomba comprou os direitos de franquia da Coca-Cola, e vieram se instalar em Várzea Grande na Avenida da FEB. A fábrica na época tinha capacidade para 350 mil litros/mês, e começou a crescer com o próprio desenvolvimento do Estado de MT, que não parou mais, hoje tem crescido numa média de quase 8% ao ano, ultrapassando as nossas espectativas.

Diário- Qual foi a média/mês de produção em 2000/2001 em MT?

Mello- Tivemos uma produção de 11 milhões e 400 mil litros por mês até o final do ano 2000, e esta média vem se mantendo agora em 2001, com certeza devemos crescer este ano.

Diário- Tudo o que é produzido aqui é consumido no estado de MT?

Mello- Sim vendemos todo o produto aqui, como já falamos temos 56% do mercado mato-grossense, e a meta é avançar cada vez mais.

Diário- E os programas de qualidade total funcionam na prática, vocês trabalham com algum deles?

Mello- A empresa trabalha com o programa de qualidade da Coca-Cola que é um dos mais rígidos do mundo, que vai desde o processo fabril até o relacionamento com a comunidade.

Diário – A Coca-Cola tem investido na área sócio-cultural do Estado?

Mello – Sim. Temos investido em vários eventos de repercussão nacional que ajudam a divulgar o nome de Mato Grosso e a sua cultura, como por exemplo; o Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães, o de pesca, em Cáceres, e o festival de praia em Barra do Garças, no Vale do Araguaia. Acreditamos que com esse apoio estamos ajudando não só a área cultural, mas gerando empregos e renda para muitas pessoas na rede hoteleira e de turismo em determinados períodos do ano.





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