Terça feira, 19 de setembro de 2017 Edição nº 12948 27/02/2011  










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Silval Barbosa sem medo do tempo

Governador de Mato Grosso aborda projetos estaduais e do governo federal no aglomerado urbano de Cuiabá e realização de obras para a Copa do Pantanal de 2014

Secom/MT
Nome: Silval de Cunha Barbosa
Nascimento: 26/04/1961
Idade: 49 anos
Naturalidade: Borrazópolis/PR
Estado Civil: Casado e pai de três filhos
Formação: Advogado/empresário
EDUARDO GOMES
Da Reportagem

A Pátria em chuteiras. Essa a definição dada pelo dramaturgo Nélson Rodrigues ao Brasil pela paixão que une a população pelo futebol. Numa visão federativa Mato Grosso é Estado em chuteiras com a conquista da Copa do Pantanal por Cuiabá. É grande a expectativa popular pela realização de jogos do mundial na arena Pantanal em construção. O Governo mato-grossense está empenhado para que esse evento da FIFA se realize com sucesso e que seus reflexos sejam os melhores possíveis no aglomerado urbano e nos demais municípios. À frente desse audacioso projeto está o governador Silval Barbosa (PMDB). Nascido em Borrazópolis, no Paraná, Silval migrou ainda jovem para o Nortão, onde participou do processo de colonização de cidades. Em 1992, passou a dividir o tempo entre a atividade empresarial e a política, pois naquele ano se elegeu prefeito de Matupá. Em 1998, dois anos após cumprir mandato na prefeitura, conquistou cadeira à Assembleia Legislativa sendo reeleito e num biênio presidiu aquele Legislativo. Ex-vice-governador, em outubro do ano passado Silval venceu em primeiro turno a eleição ao Governo. Transcorridos 33 anos de sua opção por Mato Grosso, Estado que o adotou e foi por ele adotado.

O complexo projeto de transformação de Cuiabá para a Copa do Pantanal é compartilhado pelo governo federal - promotor do evento - e o Estado. Silval se dedica com empenho a ele porque sabe que o tempo é curto e a tarefa pesada, mas nem por isso se descuida do conjunto da administração na vastidão continenal mato-grossense. Em nenhum momento da gravação sua voz sofreu alteração. Calmo, respondeu todas as perguntas com naturalidade demonstrando a segurança que lhe dá credibilidade popular em sua vitoriosa carreira política. Silval contraiu 23 malárias e nunca se queixou. Homem acostumado a superar desafios o governador sabe que lidera o projeto que será marco temporal em seu Estado e o conduz com firmeza. Nesta entrevista temática Silval fala sobre a Copa do Pantanal. Precisava de título para ela e o encontrei na resposta ao questionamento que lhe fiz sobre a exiguidade do tempo para a realização das obras: "Sou objetivo e não tenho tempo para ter medo do tempo".



DIÁRIO - Estamos em fevereiro de 2011 e a Copa do Pantanal se aproxima...

SILVAL BARBOSA - De fato; o tempo passa depressa...



DIÁRIO - Este tempo assusta...

SILVAL - Não; ele estimula, motiva e me faz travar corrida diária contra o relógio, porque mesmo enfrentando as dificuldades naturais da vida sei bem onde piso e por que piso.



DIÁRIO - Então, Silval Barbosa não tem medo do tempo?

SILVAL - Sou objetivo e não tenho tempo para ter medo do tempo. Tudo que sei é que em todos os segundos busco com determinação o caminho para que tenhamos em Cuiabá a melhor sede da Copa do Mundo de 2014.



DIÁRIO - Por que somente agora o tema estrutura para a Copa do Pantanal é tratado em discussões abertas ao povo?

SILVAL - Não é bem assim. Todos os procedimentos do Governo para a Copa do Pantanal foram apresentados e reiteradas vezes citados pela nossa equipe, quer seja pela Agecopa quer seja por assessores de outras áreas. Acontece que o projeto é grande e se desdobra em fases, que ganham importância perante a população quando estão em execução.

DIÁRIO - Por exemplo...

SILVAL - Foi assim quando autorizamos a demolição do Verdão. Quando as equipes se preparavam para jogar abaixo as torres e as arquibancadas, o assunto do dia era o fim do estádio. Assim será com as demais fases.



DIÁRIO - Mas até então não se falava em gargalos para a obra de mobilidade urbana...

SILVAL - Realmente. No entanto, agora a mobilidade urbana é assunto em todas as rodas. Isso, porque as transformações que acontecerão no trânsito mexem com o imaginário das pessoas. Acho muito bom que haja discussões e que elas se aprofundem.



DIÁRIO - O que se discute sobre os compromissos com da FIFA é algo preocupante, porque há temor de que nem todas as obras previstas sejam realizadas...

SILVAL - Quero deixar claro que o compromisso do Governo de Mato Grosso com a FIFA é para a construção da arena para os jogos, obras no entorno da mesma, três centros de treinamentos, linha exclusiva para o BRT e criação do Fan Park. No entanto, faremos tudo que estiver ao nosso alcance para o brilhantismo da Copa do Pantanal.



DIÁRIO - Quem fica com a responsabilidade de executar a obra de mobilidade urbana?

SILVAL - A mobilidade urbana será feita pelo DNIT e o nosso governo. Outras obras de mobilidade urbana, que são extras ao compromisso do nosso governo com a FIFA, também serão feitas.



DIÁRIO - As demandas de Cuiabá por trânsito são maiores do que nas demais sedes...

SILVAL - Realmente. No Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e em outras capitais o governo federal não terá que investir tanto nesse setor. Também por isso trato esse assunto com muita objetividade e firmeza, pois sei que independentemente de Copa do Pantanal ou não Cuiabá precisa urgentemente melhorar o sistema viário.



DIÁRIO - No campo hipotético, há risco de não cumprimento de obrigações por parte do seu Governo?

SILVAL - Respondo diretamente sem lançar mão do campo das hipóteses: todos os encargos assumidos pelo nosso Governo serão cumpridos dentro dos prazos estabelecidos. Estamos construindo a nova arena para os jogos e essa obra é referência nacional em modernização de estádios. Além da FIFA, diversas entidades elogiaram o modelo de arena que escolhemos.



DIÁRIO - A nova arena vai bem, mas e as demais obras...

SILVAL - Todos os nossos compromissos com a FIFA serão honrados. Já definimos os locais para a construção de dois centros de treinamentos e em breve definiremos o terceiro. Já acertamos com a prefeitura e a Acrimat a transferência do parque de exposições para a estrada de Leverger, para construirmos o Fan Park onde hoje se realiza a Expoagro. Fora da área esportiva executamos importantes obras para a Copa do Pantanal, mas com benefícios diretos muito além dos jogos. Esse é o caso da obra de duplicação da rodovia Emanuel Pinheiro de Cuiabá para Chapada dos Guimarães e da rodovia Palmiro Paes de Barros, do Parque Cuiabá ao local onde funcionará o Hospital Universitário Júlio Müller. Também é o caso do aumento de efetivo policial no aglomerado urbano, da construção do Hospital Metropolitano de Várzea Grande e da qualificação profissional de trabalhadores de todos os setores direta e indiretamente ligados ao evento.



DIÁRIO - E quanto ao BRT (sigla em inglês de ônibus rápido para transporte)?

SILVAL - Esse é um dos nossos compromissos com a FIFA e nós o realizaremos. A meta com o ônibus rápido em corredor exclusivo é dar nova dinâmica ao transporte de massa.

DIÁRIO - O deputado José Riva, presidente da Assembleia, defende o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em detrimento do BRT...

SILVAL - Louvo a preocupação do deputado Riva com a questão do transporte de massa. Sei que desde o início do projeto Copa do Pantanal ele defende o VLT. Acontece que estudos técnicos apontam a viabilidade do BRT. Que bom esse assunto não ser tratado com mão de ferro, porque entendo que é do debate que se extrai a melhor ideia e a Assembleia é o grande foro democrático que temos para o embate no campo das propostas.



DIÁRIO - E então...

SILVAL - Governo se faz ouvindo. Temos em mãos tudo sobre BRT. Agora, vamos analisar tecnicamente o VLT. O que for melhor para Mato Grosso será nossa bandeira, mas sem prejuízo do cronograma das obras.



DIÁRIO - A modernização do Aeroporto Marechal Rondon é viável?

SILVAL - Claro que sim. Este é o único item de responsabilidade exclusiva do Governo Federal. Temos um fluxo muito grande de embarque e desembarque, de pousos de decolagens. Mesmo assim seremos parceiros da Infraero e do Ministério do Turismo para adequarmos nosso aeroporto. Creio que após a Copa do Pantanal haverá forte incremento turístico, o que será bom para a economia e de modo especial para o trade que opera o setor.

DIÁRIO - A Agecopa sofre críticas; isso preocupa...

SILVAL - Absolutamente. Sou adepto da teoria de que toda unanimidade é burra. A Agecopa é uma autarquia vinculada ao meu Gabinete, sua diretoria tem minha confiança e semanalmente despacho de sua sede. Procuro fortalecê-la e valorizar seu trabalho, mas entendo que a amplitude do projeto Copa do Pantanal exige ações transversais do conjunto da assessoria do meu governo.



DIÁRIO - Os investimentos para a Copa do Pantanal não prejudicam a administração como um todo?

SILVAL - Não. Todas as áreas tem sua rubrica com recursos especificos e em alguns casos observando percentuais orçamentários. O projeto da Copa do Pantanal é implantado com os pés no chão e se reveste de importante instrumento de desenvolvimento para Mato Grosso.



DIÁRIO - Qual será o legado da Copa do Pantanal?

SILVAL - Ela será divisor de épocas. Mato Grosso ganhará lugar de destaque no turismo mundial com suas belezas no Pantanal, Araguaia, Cerrado, Chapada e Amazônia. Avançaremos em Saúde, Educação, Segurança, qualificação profissional, na infraestrutura aeroportuária e no no sistema de trânsito e transporte em Cuiabá e Várzea Grande. Para a economia estadual os reflexos da Copa serão positivos. Todos os municípios ganharão com esse evento. Creio e trabalho para que a nossa Copa abra a porta para um amanhã melhor para nossa terra e nossa gente.



DIÁRIO - Defina a Copa do Pantanal numa frase...

SILVAL - É o gol de placa que faltava para Mato Grosso; não falta mais.



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