Domingo, 13 de outubro de 2019 Edição nº 12924 30/01/2011  










ROUBO A BANCOSAnterior | Índice | Próxima

Mulher assassinada tem relação com bando

Rosélia Camilo, morta há mais de uma semana supostamente por ‘queima de arquivo’, era casada com um dos assaltantes e ameaçava denunciá-lo


Dez membros da quadrilha foram presos no último dia 21. Aurélio ainda é procurado pela polícia
ADILSON ROSA
Da Reportagem

Investigado como crime passional (motivado por paixão), o assassinato da dona-de-casa Rosélia da Silva Camilo, de 30 anos, tem conexão com a quadrilha de assaltantes de banco desarticulada na semana passada pela Polícia Civil quando 10 dos 12 integrantes foram presos. O principal suspeito do assassinato de Rosélia é o ex-marido dela, Aurélio Magalhães, um dos dois assaltantes que estão soltos, segundo a Polícia Civil.

Conforme as investigações, o casal estava separado e Rosélia teria ameaçado contar tudo para a polícia caso ele não se afastasse dela. A vítima teria informações suficientes para incriminar mais pessoas, o que deixaria o assaltante em situação difícil perante o bando. Além disso, o próprio Aurélio é considerado “peça-chave” no esquema criminoso, pois teve contato com vários assaltantes quando ficou preso por tráfico e roubo.

No último dia 22, de manhã, Rosélia foi executada com dois tiros quando caminhava por uma das ruas do Jardim das Oliveiras. Testemunhas disseram que dois ocupantes de um Gol grafite se aproximaram e um deles atirou. “Descobrimos que o ex-marido dela (Rosélia) tem um carro idêntico e a pessoa que atirou também tem características físicas semelhantes”, explicou um policial que participa das investigações.

Conforme investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Aurélio dava suporte a quadrilha que fez três dos cinco maiores assaltos a banco do Estado no ano passado. A polícia confirmou a presença dele nos roubos às agências do Banco do Brasil da cidade de Aripuanã, no dia 3 de março, de Nova Mutum, no dia 3 de julho, e em 2 de dezembro, de Campo Novo do Parecis. Nos três roubos, os ladrões chegaram fortemente armados e fizeram funcionários e clientes reféns.

As prisões dos assaltantes ocorreram no dia 21 deste mês e Aurélio também estava na lista, mas não foi localizado. “O assassinato da ex-esposa dele (Aurélio) ocorreu dois dias depois e tudo indica que estava preocupado com o desfecho da prisão da quadrilha”, explicou um policial que participa das investigações.

Além de Aurélio, a polícia tenta localizar mais um assaltante cujo nome não foi divulgado. A esposa do assaltante Sérgio Nunes da Silva, o “Lacraia”, chegou de ser detida, mas foi liberada, por falta de provas. Havia a suspeita de que ela estivesse escondendo dinheiro da quadrilha. O nome do 12º integrante da quadrilha não foi divulgado pela polícia.



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