Sábado, 15 de junho de 2019 Edição nº 9850 29/01/2001  










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Popó vence e agora quer a unificação de títulos

Popó precisou de apenas 133 segundos para vencer por nocaute o panamenho Orlando Soto, sábado, em Brasília

Da Reportagem

A equipe de Acelino Freitas, o Popó, que sábado manteve o cinturão dos superpenas da Organização Mundial de Boxe ao bater o panamenho Orlando Soto, começou a preparar o brasileiro para a unificação de títulos com o cubano Joel Casamayor, campeão pela Associação Mundial de Boxe.

O brasileiro está invicto em 29 combates profissionais, todos definidos por nocaute, e, como o cubano, faz parte do grupo dos quatro melhores superpenas da atualidade, segundo especialistas.

“Fomos informados de que Casamayor é canhoto, por isso já selecionei pugilistas com a mesma característica para servir de sparrings (parceiros de treinamento) para Popó”, explica Luis Carlos Dórea, treinador do baiano.

Popó informou na sexta-feira que vai enfrentar Sotomayor, provavelmente no mês de junho.

A informação foi confirmada à Folha de S.Paulo no mesmo dia pela Showtime, rede de TV a cabo norte-americana que vem transmitindo as lutas de ambos os pugilistas e teria participação na organização do combate, e também pelo presidente da OMB, o porto-riquenho Francisco “Paco” Valcarcel e por um dos promotores de Popó, o norte-americano Arthur Pelullo.

Apesar de a equipe de Casamayor ter se comprometido a não programar nenhum combate para seu boxeador até a luta com Popó, o pugilista baiano não pretende permanecer inativo.

O brasileiro disse que pretende fazer mais uma luta, ganhando a vantagem de estar mais ativo do que o cubano Casamayor.

Segundo Valcarcel, ele enfrentaria um adversário a ser determinado, na mesma programação que envolverá uma defesa obrigatória do campeão dos supermédios pela OMB, Joe Calzaghe, contra o primeiro do ranking, Mario Weit, possivelmente no dia 17 de março, na Europa.

Ainda segundo o dirigente, o baiano não necessita se preocupar com a defesa obrigatória, cujo prazo já foi ultrapassado: o primeiro do ranking, o inglês Michael Gomez, e o segundo, Daniel Atah, abriram mão de enfrentar Popó, pois esperam que suba para a categoria dos leves em breve.

Segundo o Dórea, ele gostaria que o próximo oponente de Popó fosse canhoto para que o pugilista baiano possa ir se acostumando ao estilo de Casamayor. “Não sei se seria possível (para a luta de março), mas seria bom”, avalia.

“Bom, para isso dar certo, teriam de selecionar um boxeador com todas as características de Casamayor, inclusive a altura. Mas acho que a melhor preparação para lutar com ele será durante os próprios treinamentos, com meus sparrings. Não quero encarar luta nenhuma como treino”, diz Popó sobre a idéia.

Sábado, no ginásio Nilson Nelson, em Brasília, Popó manteve o cinturão com facilidade no primeiro assalto ao provocar duas quedas em Soto e forçar a intervenção do árbitro Raul Caiz.

Soto não chegou a levar perigo ao baiano em momento algum dos 133 segundos que durou a luta, parecendo mais preocupado em sobreviver do que em atacar.

“Iniciei a contagem, fui até três, quatro segundos. Aí vi que não tinha mesmo condições de prosseguir e encerrei o combate com ele deitado na lona”, explicou Caiz.

Com o resultado, o panamenho acumula agora três derrotas em seus últimos quatro combates, disputados em três anos.



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