Terça feira, 18 de dezembro de 2018 Edição nº 12758 11/07/2010  










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Acabou Chorare, o disco bomba relógio

O álbum foi lançado no ano de 1972, sendo a segunda obra do grupo. O nome do trabalho surgiu de maneira curiosa, através de um tombo de Bebel Gilberto, ainda criança

Da Redação

A revista Rolling Stone Brasil de julho traz a história que deu origem ao maior disco de música brasileira de todos os tempos: Acabou Chorare. Trata-se de uma obra atemporal, gravada há 38 anos, fruto da experiência coletiva dos Novos Baianos, com fortes raízes no samba e no rock.

Acabou Chorare foi considerado uma bomba-relógio, que mostrou toda a criatividade, inventividade e engenhosidade dos Novos Baianos. O álbum foi lançado no ano de 1972, sendo a segunda obra do grupo.

O nome do álbum surgiu de maneira curiosa, quando Bebel Gilberto ainda criança, ao cair tentou acalmar o pai, João Gilberto. “Não machucou papai, acabou chorare”, disse ela. Baby metaforizou a origem do nome. “Saído da boca de uma criança mostrava que tínhamos lacrimejado demais. Queríamos o Brasil alegre de volta”, relata.

João Araújo, produtor fundador da Som Livre, acompanhou de perto o processo da criação do álbum e previu desde o começo o sucesso de “Preta Pretinha” e “Besta É Tu”. Por intermédio de Caetano Veloso, Araújo foi apresentado aos integrantes do grupo e diverte-se ao lembrar do primeiro encontro com Baby Consuelo: “Estava toda de branco e com a cabeça enfeitada por um retrovisor de Fusca. Parecia uma Mãe-de-Santo da Wolkswagen”.

Baby revela também que conseguiu fazer seu trabalho se sobressair mesmo com a forte concorrência. “Elis Regina e Gal Costa bombavam e eu trazia meu estilo particular”.

Inicialmente formado por Luiz Galvão, Baby Consuelo, Boca de Cantor e Moraes Moreira, o grupo Novos Baianos se tornou um pouco maior com a chegada do guitar-hero Pepeu Gomes e foi identificado como um perigo ao regime militar, tratado como “terroristas fantasiados de hippies”. “Praticamente começaram a nos caçar”, relembra Boca de Cantor. Tentando escapar das armadilhas militares, eles seguiram o conselho de um rezador, que lhes ensinou truques para não serem vistos. Deu tão certo que o grupo ficou cinco anos sem pagar IPVA.

Este ano, lançamentos de gravações, filmes e livros voltarão a evidenciar a banda que nunca se desfez, arrebatando novos e velhos fãs. (com assessoria)



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