Segunda feira, 11 de novembro de 2019 Edição nº 12717 23/05/2010  










OPERAÇÃO JURUPARIAnterior | Índice | Próxima

Ex-adjunto da Sema é figura a central

Relatório da Polícia Federal acusa Afrânio Cesar Migliari, que está preso, por diversas irregularidades, como direcionar clientes para empresa


A operação da Polícia Federal levou dezenas de pessoas para a cadeia
JEAN CAMPOS
Da Reportagem

O ex-secretário adjunto de Mudanças Climáticas e também de Gestão Florestal da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Afrânio Cesar Migliari, aparece com um elemento de destaque na organização criminosa desarticulada anteontem pela Polícia Federal durante a operação Jurupari.

Sua prisão preventiva foi decretada junto com a de outras 90 pessoas acusadas de participação em um esquema de fraudes em projetos de manejo e outros crimes ambientais na região amazônica mato-grossense. Os mandados foram expedidos pelo juiz Julier Sebastião da Silva, titular da 1ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso.

O ex-secretário adjunto da Sema é responsável, segundo relatórios de perícia da Polícia Federal, por prejuízos ao meio ambiente que totalizam mais de R$ 483 milhões.

Procedimentos administrativos e escutas telefônicas investigados pela polícia mostram que Afrânio Migliari atuava na Sema contando com um número expressivo de servidores do Executivo e do Legislativo Estadual e Federal.

Ele fazia a ponte entre técnicos, servidores e deputados, conforme as escutas. Bem relacionado, ele foi flagrado em escutas com nomes importantes da política mato-grossense, como o presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PP), o líder do governo na AL, deputado Mauro Savi (PR), e o deputado federal Eliene Lima (PP).

O ex-secretário e seus “comparsas” teriam se beneficiado de 38 dos 68 empreendimentos rurais investigados pela operação. A esmagadora maioria dessas propriedades se encontra no entorno ou interior de áreas protegidas federais.

Licenças ambientais emitidas entre os anos de 2006 e 2008 com “graves irregularidades”, muitas assinadas pelo investigado na condição de secretário Adjunto da Sema, teriam levado a Polícia Federal a aprofundar na investigação.

Conforme a PF, ele possuía estreito relacionamento com integrantes do setor madeireiro e atendeu, em diversas situações, “aos interesses espúrios dessas pessoas agilizando processos e resolvendo pendências”.

Afrânio cuidava pessoalmente da movimentação de alguns processos em tramitação na Sema e recebia constantemente ligações de integrantes do Sindicato de Madeireiros de Sinop para tratar de assuntos relativos aos mesmos processos.

No decorrer das investigações, a PF descobriu que ele é proprietário de uma empresa que comercializava madeira proveniente de planos de manejo que acompanhava e aprovava dentro da Sema, “em sua grande maioria com graves irregularidades”. “Descobriu-se também que Afrânio utilizava-se do seu cargo para conseguir clientes para a empresa Mapear Imagens e Projetos Ambientais Ltda, em nome de Gabriel Mancilla, ex-coordenador de geoprocessamento da Sema, e Amauri Lopes de Carvalho, cunhado e vizinho de Afrânio”, consta no inquérito. Ele foi flagrado várias vezes pelos policiais entrando no prédio onde funciona a empresa. Fatos comprovados nos autos com fotos.



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· Dilceu Rossato prefeito eleito de Sorris  - Marco
· Esse tal Valter deve ser um alienado hem  - anna
· Pegue a ficha pregressa de cada um dos e  - Antonio
· parabens ao migistrado e que esses paras  - jorge luiz manfio
· Quero aproveitar o ensejo e parabenizar   - RUI BARBOSA
· Eu gostaria de saber qual atitude que o   - Claudia Regina
· Houve um tempo que muitos queriam advoga  - SANTO IVO
· Parabens a equipe da PF q invetigou esse  - Adriano
· davi vc nao sabe de nada seu burro nem t  - lucas
· ISSO É ESTRANHO? O ex governador  - WALTER DE ARAUJO
· Bela atuação da PF. Temo entretanto que   - irzair ciro
· Infelizmente o setor ambiental de MT não  - Antonio luiz
· parabens dr julier continue assim com es  - davi




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