Sexta feira, 28 de novembro de 2014 Edição nº 12711 16/05/2010  










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MTU vislumbra ampliação do BRT

RENÊ DIÓZ
Da Reportagem

Se até pouco tempo atrás a viabilidade dos corredores exclusivos para ônibus em Cuiabá ainda era uma incerteza, agora até as empresas de transporte urbano defendem a ideia. O projeto do BRT (Bus Rapid Transit) passou a ser defendido pela Associação Mato-grossense de Transportes Urbanos (MTU) como “uma das mais importantes soluções para a eficiência na mobilidade urbana de Cuiabá”. E, além de apoiar a implantação dos ônibus expressos, a MTU pretende que eles se estendam até a avenida dos Trabalhadores.

Segundo o presidente da Associação, Ricardo Caixeta, o BRT é a saída mais viável para o trânsito da cidade, que precisa ter no transporte público sua prioridade. Até o momento, o projeto do BRT prevê dois corredores entre Cuiabá e Várzea Grande: um da avenida do CPA até o aeroporto e outro passando pela Fernando Corrêa. A desconfiança sobre o projeto provém muito do fato de que o centro da cidade é muito estreito, mas Caixeta vai contra os prognósticos de que a estrutura não suportará a instalação dos corredores exclusivos.

Tanto que já aponta detalhes de como o sistema poderá ser construído. Os canteiros centrais das atuais avenidas, defende, seriam mantidos. A razão é que os corredores dos ônibus expressos seriam instalados em piso elevado nas pistas mais rápidas das avenidas e, por isso, precisariam de plataformas de embarque e desembarque à esquerda, na mesma altura. Os bilhetes deveriam ser pré-pagos; ao entrar na plataforma, o usuário já pagaria a passagem como em estações de metrô.

Tais estruturas, defende Caixeta, deveriam estar presentes também na avenida dos Trabalhadores. Para ele, um corredor ali seria essencial para atender à grande demanda de passageiros oriunda de regiões como os bairros Planalto e Três Barras, entre outros. É um dos locais onde mais trafegam ônibus hoje na Capital. Outro ponto de preocupação da MTU para com a nova mobilidade urbana de Cuiabá é a insuficiência das avenidas Getúlio Vargas e Dom Bosco no fluxo central da cidade.

Entretanto, até o momento essas ideias e preocupações não foram sequer discutidas entre a MTU, que representa as empresas gestoras do transporte público na Capital, e a Agecopa, responsável por tocar os projetos de infra-estrutura da cidade para 2014 – projetos que, nacionalmente, já causam preocupação à Federação Internacional de Futebol (FIFA) pelo andamento vagaroso. Entretanto, segundo o diretor de Planejamento da Agecopa, Yênes Magalhães, o envolvimento da MTU no projeto não é obrigatório. “É a MTU que vai ter de se enquadrar”. Ele informou que ainda estão sendo realizados estudos sobre a movimentação e a demanda no serviço de transporte urbano em Cuiabá.

BRT – O modelo de ônibus expressos surgiu em Curitiba, em 1974, e vem sendo seguido mundialmente como solução para o trânsito em grandes cidades que ainda não tenham demanda para projetos tão ousados quanto o metrô ou o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos). O BRT não é o foco principal, mas constitui um recurso que os técnicos de trânsito da prefeitura consideram incluir no plano de mobilidade da cidade, cujo preparo está sendo orientado por uma equipe da Universidade de Brasília (UnB), liderada pela PhD em Transportes Yaeko Yamashita.



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· Fala-se muito em BRT, Viadutos, Trinchei  - Roberto Silva
· René, ... mais uma vez, O BRT NÃO ATENDE  - Jean M. Van Den Haute

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