Quinta feira, 13 de dezembro de 2018 Edição nº 12674 30/03/2010  










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“Amanhã Nunca Mais" no 1º semestre de 2011

Estrelado por Lázaro Ramos, Fernanda Machado e Maria Luisa Mendonça, filme está com trilha em fase de finalização e será lançado pela FOX

Igor Giannasi
Agência Estado

O filme "Amanhã Nunca Mais" deve ser lançado até o primeiro semestre de 2011, conta Tadeu Jungle, diretor do programa "É tudo improviso", em entrevista à Agência Estado. Estrelado por Lázaro Ramos, Fernanda Machado e Maria Luisa Mendonça, Tadeu conta do processo "doloroso" do cinema. Avalia também a implosão do "status quo" do mercado audiovisual com a integração da internet com a televisão. "O público não está mais interessado em sentar no sofá e ficar sedado durante horas assistindo a um programa que só passa naquele momento", avalia.



- Em que etapa de produção está o filme "Amanhã Nunca Mais"?

Tadeu Jungle - Estamos terminando a trilha e depois eu vou ter de finalizá-lo. Há uma possibilidade, no segundo semestre de 2010 ou primeiro semestre de 2011, do lançamento dele pela Fox.

- Como surgiu a vontade de fazer o filme?

TJ - Quero entender como funciona a ideia do cinema, então bolei um filme pequeno. É pequeno, mas que teve uma grande aquisição que foi o Lázaro Ramos aceitando fazer o papel do protagonista, aí o filme ganhou um pouco mais de peso. Mas foi uma grande experiência, uma dolorosa grande experiência. O cinema é uma coisa mais radical porque você faz algumas opções e elas entram e você não tem como voltar atrás. Dois ou três anos depois você está trabalhando em cima daquela decisão que tomou lá atrás, então é um processo muito mais difícil, doloroso. Foi um grande aprendizado e já estou querendo fazer meu segundo longa, já estou com ideias e com um pré-roteiro para o próximo filme.



- Você acha que haverá uma convergência maior entre a televisão e a internet na produção audiovisual?

TJ - Na verdade, o que se fala é isso, a convergência de telas e tal, mas não é só isso. Você vai ter de repensar toda a maneira de tratar o audiovisual. Você pode ter um programa em que uma parte dele aconteça na web e uma parte que aconteça na televisão A questão da interatividade vai ser muito forte. O 3D em tela normal vai ser comercial em poucos anos. Não adianta as grandes emissoras apenas repetirem a sua programação em outras telas. Elas vão ter de pensar novas maneiras de fabular, novas maneiras de contar uma história. Além de você buscar fontes clássicas, você tem de repensar a narrativa.



- Você sente essa movimentação?

TJ - Essa movimentação ainda é fixa por dois motivos. O principal deles é o "status quo", o "stabelishment". Você tem grandes núcleos de comunicação, de televisão, que detêm o poder há muitos anos e as grandes agências de publicidade e seus anunciantes que fazem essa máquina continuar. Nenhum desses dois polos têm interesse em mudar alguma coisa agora. Para as agências de publicidade é muito mais interessante criar um vídeo de 30 segundos e colocá-lo numa grande emissora, num grande programa com uma grande audiência. O que está acontecendo é que o anunciante está percebendo que ele não consegue mais chegar nas pessoas que ele gostaria através desse modo massivo. Ele vai ter que chegar através de canais mais dedicados. Agora, como as agências de publicidade e as emissoras ganham muito dinheiro com isso, eles não têm muito interesse em mudar o "status quo", mas o "status quo" vai ser mudado e vai ser implodido pela própria demanda do público.



- Como vai se dar essa reação do público?

TJ - O público não está mais interessado em sentar no sofá e ficar sedado durante horas assistindo a um programa que só passa naquele momento. Ele vai fazer sua programação, ele vai procurar sua programação em outras telas, ele vai interagir com isso de uma outra forma. Então, tudo tem de ser repensado em função dessa facilidade que a web trouxe, que a transmissão de audiovisual através de celular, Twitter, Facebook e blog estão colocando. A revolução já começou. As pessoas não estão percebendo, mas esse sistema tradicional vai ser implodido. Não pelos mantenedores de poder, os grandes conglomerados de comunicação, nem pelas agências de publicidade, mas pelo próprio público. O público vai implodir esse sistema. Isso é evidente.



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