Segunda feira, 17 de junho de 2019 Edição nº 12620 23/01/2010  










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Alpha Blondy volta ao Brasil

Por Jotabê Medeiros
Agência Estado

No dia 20 de junho, quando o Brasil entrar em campo para encarar a Costa do Marfim na Copa do Mundo de Futebol da África do Sul, o coração do africano Seydou Koné vai balançar numa gangorra: ele ama o Brasil, fez versos para Salvador, na Bahia (onde foi recebido no aeroporto pela batucada do Olodum), mas nasceu em Dimbokoro, sua bandeira é marfinense.

"Não sei por que colocaram o Brasil tão cedo no caminho da gente O Brasil é muito perigoso, nós teremos sorte se passarmos por vocês. Vai ser uma agonia. Mas não importa o resultado, somos irmãos", diz Koné, por telefone. Seydou Koné é o nome real do maior astro pop da Costa do Marfim, Alpha Blondy, que está voltando ao País após quatro anos para mais uma turnê com sua banda - uma big band com onze integrantes ("É uma banda grande porque todo músico na África quer vir ao Brasil", ele brinca).

"A Copa do Mundo é um grande evento para a África, para mostrar que a África não é apenas o continente da fome e da guerra civil, mas eu acho que haverá problemas de segurança. Há muito desequilíbrio social na África do Sul, gente que vive em terríveis condições de pobreza, e não sei como vão encarar todos esses turistas no país", disse Blondy.

Alpha Blondy tornou-se um astro planetário em meados dos anos 80 (no Brasil, emplacou hits como "Apartheid Is Nazism" e "Jerusalem"). Recentemente, fez furor com uma versão reggae de "Wish You Were Here", do grupo inglês Pink Floyd. "Essas bandas, Pink Floyd, Led Zeppelin, elas costumam ser a trilha sonora de todos os doidões. Quando a gente estava chapado, tocava Pink Floyd ou o Led. Eu costumava tocar essa música quando fui para os Estados Unidos e estava doente de saudade de casa. Sentia falta da minha família, e me apeguei à canção. Quando a tocava, era para meu próprio prazer, mas aí começaram a pedir que a tocasse em shows e acabei gravando."

Ativista sofisticado, Blondy nunca deixou de emitir opiniões sobre os sistemas políticos e sociais em seu continente. "No momento, na Costa do Marfim, tudo parece estar sob controle. Teremos uma eleição presidencial este ano, e estou apoiando a reeleição de Laurent Gbagbo. Tenho de dar o exemplo e mostrar que a escolha de um candidato não é uma guerra, é parte do processo democrático. Escolho Gbagbo porque ele conduziu o processo de pacificação com os rebeldes."

Ele também lembrou de quando fez a canção Bahia. "Eu fui pela primeira vez a Salvador em 1995, e foi inacreditável. Os irmãos do Olodum foram me esperar no aeroporto com aquela percussão maravilhosa. Decidi compor essa canção para expressar meus sentimentos pessoais, é meu jeito de demonstrar meu amor a Salvador." Blondy estava tocado com as notícias da tragédia no Haiti. "Estive lá há alguns anos. É muito triste: enfrentaram um ciclone, depois um furacão, uma guerra civil, agora um terremoto É muito sofrido."



SERVIÇO:

O QUE: The Wailers & Alpha Blondy

ONDE: Credicard Hall – SP

QUANDO: Dia 31/1, 20h

QUANTO: De R$ 80 a R$ 250



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