Quarta feira, 24 de julho de 2019 Edição nº 12572 20/11/2009  










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Cantora e compositora mineira em ascensão

Lauro Lisboa Garcia
Agência Estado

Com o segundo álbum, "Bem Me Quer Mal Me Quer" (independente), a cantora e compositora mineira Érika Machado deixa de ser promessa para se firmar como criadora em ascensão. A produção de John Ulhoa - que dividiu a função com Beto Villares em outro CD dos mais bacanas de 2009, "Pelo Sabor do Gesto", de Zélia Duncan - é importante nesse passo evolutivo de Érika. Mas não é só isso: as composições estão mais maduras e a interpretação, mais segura. Está mais, digamos, "adulta" no geral, mas mantendo aquela doçura cativante de antes.

Érika diz que sempre foi tímida para falar de si mesma ("e continuo"), mas revela um lado confessional em letras de amor melancólicas sobre rompimento. Com exceção de "Rosa", que compôs sozinha, e "Plutônio Enriquecido" (Ulhoa), as demais são em parceria com Cecília Silveira. "Não sei dizer quem de nós duas fez mais letra ou mais música. Fizemos tudo juntas, muito igual", diz Érika. A dupla ainda conta com Ulhoa (na faixa-título e em "Sei Lá") e Natália Mallo (em "Dependente") como parceiros.

"Tanto Faz", que abre o CD, é uma brincadeira com expressões que numa leitura literal "não fazem o menor sentido": "dobrar uma esquina", "ter os olhos grudados no chão". Outras letras são baseadas em personagens reais: o rock "Menino Perfeito" (sobre um cara certinho que se revela gay e deu em cima do irmão de uma amiga das compositoras); "Tiozão de Bar" (sobre uma amiga que se definiu como tal, por passar as noites bebendo); "Solitária Secretária da Agência de Turismo" (perfil imaginário de uma mulher que ela viu toda alegre na plateia de um show, "como se fosse a melhor coisa da vida dela").

"Além de John", que também produziu seu CD de estreia, "No Cimento", os músicos são os mesmos da banda que vem acompanhando Érika nos shows. A segurança por trabalhar com quem tem mais afinidade é evidente no resultado, "mais orgânico e menos programado", observa ela. "As parcerias foram crescendo, a convivência foi ficando mais intensa com a banda."

Transpor para o palco as canções do primeiro CD foi difícil. "Eu não tinha a menor experiência com nada, apanhei pra fazer aquele show se parecer com o trabalho do disco." Com este, foi o contrário. "Além do repertório novo, a gente tinha o do disco anterior. Então procuramos gravar o que era mais legal de fazer no palco. Pensamos isso inclusive na hora de compor, porque a gente faz o disco uma vez e continua tocando tudo ao vivo." Dia 2, Érika se apresenta no Rio, no Cinemathèque, com participação de John Ulhoa e Fernanda Takai.



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