Quinta feira, 18 de julho de 2019 Edição nº 12492 15/08/2009  










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Novembro sem Fefa

Em comunicado endereçado aos produtores, associados e parceiros,a diretoria do Fundo anuncia que não atuará mais nas campanhas


Diretoria do Fefa/MT teme pela fragilidade da sanidade animal do Estado, principalmente em relação aos bovinos
MARIANNA PERES
Da Editoria

A diretoria do Fundo Emergencial da Febre Aftosa no Estado (Fefa/MT) anunciou que está em processo de encerramento das atividades e que não estará mais participando e financiando a etapa de vacinação de novembro, quando bovinos e bubalinos de todas as idades devem receber a segunda dose da vacina contra febre aftosa. As últimas participações do Fundo foram na primeira etapa de 2009 de imunização, que recebeu investimentos de R$ 835 milhões do Fefa e no simulado de fronteira que se encerra amanhã, e consiste em treinar agentes para atuação em uma possível descoberta de focos. O treinamento ocorre junto ao limite com a Bolívia.

A decisão, como explica a diretoria por meio de um comunicado distribuído ontem, é uma conseqüência da queda de 90% da arrecadação do Fundo, registrada desde abril, quando associações rurais locais, questionaram juridicamente o pagamento compulsório de taxa ao Fefa, e obtiveram êxito no pleito, já que uma liminar proibiu a cobrança feita pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea), no momento em que a Guia de Trânsito Animal (GTA) era emitida.

Para a diretoria do Fefa/MT, fica uma lacuna que coloca em risco, principalmente a sanidade bovina, já que Mato Grosso detém o maior rebanho do país, com 26 milhões de cabeças. Essa lacuna é o trabalho que o Fundo exercia junto às pequenas propriedades e assentamentos, antes e durante as campanhas de vacinação. “Historicamente, os focos de febre aftosa no Brasil foram detectados justamente em rebanhos desta natureza. O risco existe, o que esperamos é que a atuação por mais de 15 anos do Fefa/MT faça escola junto ao pecuarista e que ele se mantenha fazendo a lição de casa”, frisa o gerente executivo do Fefa/MT, Antônio Carlos Carvalho de Sousa.

A receita do Fefa originava em 85% da colaboração do pecuarista e o restante dos frigoríficos e leiloeiras. “A expectativa era arrecadar em 2009 algo em torno de R$ 4,8 milhões a R$ 5 milhões, mas apenas R$ 1,5 milhão foram contabilizados e por isso, nossa atuação terminou na campanha de maio”. A queda na arrecadação chega aos 90%, porque 40% das cifras que vinham dos frigoríficos cessaram após o fechamento de 14 plantas no Estado ao longo deste primeiro semestre, como também na queda das cotações do boi que “por tabela”, reduzem o valor da cabeça comercializada. A taxa era de R$ 1,50 sobre cada boi comercializado e de R$ 0,99 para a vaca.

Além dos investimentos para etapa de maio, o Fefa aportou R$ 200 mil para a realização do simulado na fronteira com a Bolívia, que ao todo está demandando R$ 670 mil, cifras custeadas também pelo governo estadual e federal. “Apenas um treinamento está custando R$ 670 mil. Imagina o custo de um foco para nosso rebanho e mais para a credibilidade e para relações comerciais que Mato Grosso conquistou ao longo de décadas”.

Quando o Fefa foi criado em 1994, o Estado tinha uma cobertura vacinal de 33% e na primeira etapa deste ano, em maio, quando o alvo da campanha foram animais de zero a 24 meses, atingiu-se 99,72%. “Trabalhos para atingir 100% sempre, mais as peculiaridades do Estado e sua extensão, ainda prejudicam as ações”. O Fefa havia qualificado 263 vacinadores comunitários que de moto, chegavam aos assentamentos para orientar criadores e imunizar rebanhos. Com o início do processo de encerramento, 55 profissionais que prestavam serviço à sanidade estadual, pagos pelo Fundo, tiveram ontem o último dia de trabalho, entre eles, 19 médicos veterinários, 11 agentes administrativos e 25 técnicos de barreiras/fronteiras.

Como esclarece Carvalho, administrativamente o Fefa/MT ainda estará funcionando na sede localizada na Superintendência Federal da Agricultura (SFA/MT), em Várzea Grande. (Veja mais na página C2)



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