Terça feira, 16 de julho de 2019 Edição nº 12477 29/07/2009  










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50% dos taxistas de Cuiabá e Várzea Grande abandonam GNV

Dos 302 veículos convertidos até 2007, apenas 150 ainda conservam o kit gás


Numa conta rápida, os investimentos para utilização do GNV chegam a R$ 1,5 milhão pelos motoristas e R$ 3,6 mi pelos postos
MARCONDES MACIEL
Da Reportagem

A instabilidade na política do Gás Natural Veicular (GNV), que no final do ano passado teve como marco a suspensão do fornecimento aos postos de combustíveis por 71 dias, imposta pela Bolívia, está levando os taxistas de Cuiabá e Várzea Grande a retirar os equipamentos de gás de seus carros. Dos 302 veículos convertidos até 2007 – 50% da frota - apenas 150 ainda conservam o kits GNV.

Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas de Cuiabá (Sintac), Antônio Bodenar, a “fuga” dos motoristas se dá por três motivos. O primeiro é a insegurança no fornecimento pela estatal boliviana YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos), que tem um contrato de entrega com a companhia mato-grossense de gás, a MT e não cumpre. Outra razão é a alta do GNV, que chegou a ter seus preços majorados em até 27% - passou de R$ 1,49 para R$ 1,89 – e agora caiu para R$ 1,69. O terceiro motivo é que os preços do álcool, mesmo a R$ 1,18, se revelam mais competitivos e o produto é ofertado em abundância.

“Se juntarmos estes três fatores, temos bons motivos para ficarmos só com o álcool”, afirma Bodenar, que chegou a implantar o kit gás em seu veículo e depois retirou o equipamento. “Não dá mais, o gás ficou caro, não temos nenhuma segurança e o álcool está bem mais barato”, justificou.

Benedito Lino, com ponto na Praça Popular, e Adailton Bispo, no Terra Nova, também investiram na implantação do kit e foram obrigados a retirar o equipamento. Juntos, eles investiram R$ 7 mil para fazer a conversão.

“Confiamos na propaganda do governo do Estado e tivemos de abandonar o projeto por irresponsabilidade do governo que não age com pulso firme”. Segundo ele, quando o gás estava com preços em conta, “até que compensava. Agora está caro e o álcool voltou a ficar competitivo”.

“O governo estadual vai ter que encontrar uma solução para aqueles que ainda mantêm o GNV e continuam acreditando. A sociedade não pode ser lesada e pagar por este preço”.

DESABASTECIMENTO – O presidente do Sintac, Antônio Bodenar, disse ter ficado bastante preocupado com a possibilidade de voltar a faltar GNV nas próximas semanas, em Cuiabá, como revelou com exclusividade o Diário. “A população acreditou no projeto e agora sofre ameaças constantes de ter o abastecimento interrompido”, afirmou.

A possibilidade de faltar gás foi aventada pela própria distribuidora, a MT Gás, que enviou comunicado aos postos informando que se medidas não forem tomadas com urgência no sentido de restabelecer o fornecimento, os estoques podem acabar dentro de pouco mais de três semanas.

Os investimentos na conversão dos carros podem passar de R$ 1,5 milhão. Já o valor dos investimentos na implantação do sistema, nos postos, é calculado em cerca de R$ 3,6 milhões, média de R$ 600 mil por estabelecimento. Desse total, pelo menos 50% ainda não foram pagos pelas empresas. O gás natural veicular começou a ser distribuído em setembro de 2005.

UNIÃO - Os motoristas de taxi vão ganhar uma linha de crédito de R$ 200 milhões, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para a compra de veículos. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse ontem, que o valor máximo de financiamento é de R$ 60 mil por pessoa. “Essa será uma linha individual, que será [vinculada] ao CPF”. O financiamento será operado pela Caixa e o Banco do Brasil e deve estar disponível no inicio de agosto.

A previsão de Lupi é de que a taxa de juros fique em torno de 0,82% ao mês e o prazo de pagamento se estenda a 60 meses, com três de carência.



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