Sexta feira, 22 de fevereiro de 2019 Edição nº 12475 26/07/2009  










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Como escrever para os diferentes brasis

Colaborador discorre sobre como escrever para diferentes veículos em diferentes regiões brasileiras praticando o tema como geografia do assunto

Valéria Del Cueto
Especial para o Diário de Cuiabá

Como satisfazer meus leitores espalhados por tantos brasis diferentes? É o que me indago, dividida entre o sul, o mar e o centro oeste. Atolada em registros inéditos dos caminhos que ando, louca para publicá-los, mas pressionada pelas exigências dos editores e meu ritmo inconstante de produção.

Que não me proponho a cumprir a agenda factual em tempo real, eles, os editores Fred Marcovici, do Tribuna de Uruguaiana, e Lorenzo Falcão, do caderno Ilustrado do Diário de Cuiabá, já perceberam (exceção feita ao carnaval do Rio, um compromisso com meu papel de gestora carnavalesca).

Mas quando o tema é a geografia do assunto, é uma puxação de brasa, cada qual para seu rio, do peixe que publicarão. É tudo da mesma bacia, desaguam no mesmo mar, mas diferentes em suas especificações e características pertinentes.

A Ponta do Leme não precisa de editor, nem de campanha a favor dela. Está sempre aqui, ao farol, a estrela guia para os bons e maus momentos. Então, por estar tão encruada em mim, exibida que é, vive saltando para meus escritos sem a menor cerimônia.

Mas voltemos aos editores, para fechar o ciclo das minhas obrigatoriedades jornalístico-literárias.

Falta minha “desobrigação editorial”. O caboclo que me lançou nessa vida dividida, porém inspiradora, jogando a isca da liberdade total para escolher tema, local ou assunto. Ela, que fisgou a verve literária que nem eu sabia existir ser tão profícua no campo das crônicas e da fotografia. Falo do Vila, para os não íntimos, o jornalista Marco Antônio Moreira, proprietário e mentor do Supersitegood.

Agora, mais recentemente, vejo o Vila repetir do feito com o Dr. Gabriel Novis Neves, pescando mais um para o metier. Cito o Novis Neves por que medicina nunca foi meu forte, apesar de ter em Gisela, minha irmã, um “espécime” competente e responsável. Foi isso que aguçou minha curiosidade para a sua participação no time de colunistas do Supersitegood.

Pois não é que descobri, nos escritos do médico cuiabano, uma nova forma de medicar? Outro dia, mandei o link dos artigos publicados por ele para Gisela. A danada escreve bem e acho que o material pode inspirá-la, já que ela anda fazendo umas entrevistas para o site da sociedade médica de sua especialidade.

Bom mas isso já é outra história. O que tenho a acrescentar é que acho que descobri um jeito de agradar a gaúchos, cariocas e pantaneiro-cuiabanos. Como? Meu espaço esgotou! Aguardem a próxima expedição literária do Sem fim para saber... Até lá!



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