Domingo, 18 de agosto de 2019 Edição nº 12475 26/07/2009  










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Marca Passo

Luís Gonçalves*
Especial para o Diário de Cuiabá

O fim, aquela estação onde tudo parece que termina, porém, segue adiante; também, pode ser o ponto de partida para o grande sucesso. O ponto final do ônibus, que na verdade apenas dá um tempo; o veículo retoma o percurso sempre e com novos passageiros. Tudo é uma questão de decisão.

Optamos pela parada. Que deixa infinitas estradas prontas para novas caminhadas. Parar as vezes é ficar pelo meio do caminho. Quem fica estacionado na maioria das vezes não sabe identificar o local exato onde tudo termina, ou onde começou?! O fim não vem assinalado no mapa da trilha.

Há sempre um banco de areia, ou um tronco a espera de alguém que resolva parar. Muitos são consumidos pela amargura e se encostam e adormecem. Outros, apenas descansam o suficiente para enfrentar novas caminhadas.

Mesmo diante da fraqueza humana caminhar é sempre uma ótima distração. Aos poucos a trilha se alarga. A paisagem muda. O que era simplesmente cinzento e nebuloso ganha novas cores. O céu se encontra com a terra formando um belo arco iris. Como uma lança que sangra o coração e dali se derrama em amor. Vem o período de farta colheita onde tudo que se planta colhe e o berço da paixão cresce como um alento a nova vida.

Tudo é igual como era antes. Mas, o novo traz o sabor do belo. A seiva do vigor e o prazer do diferente. Seguir adiante é estar pronto para praticar novas aventuras. O caminho estreito pode se alargar a qualquer momento. Seguir adiante é ir além daquilo que a vista consegue enxergar.

É descobrir novos caminhos e criar novas formas de vida. É ser feliz por saber que pode mudar tudo a cada passo. Aquele que se recusa a parar e retoma a estrada novamente consegue viver mais. Vai além. Faz das trilhas belas avenidas carregadas de experiências.

Deixa as aflições coladas ao meio fio. Não existe um fim pré determinado. Existe sim, aquele estado febril da viagem que adora colar o corpo num estresse ridículo. A velha fadiga que fustiga, mina a resistência e traz a tona a forte agonia. Provoca um atoleiro nos pés e faz o corpo imaginar que o fim se aproxima. É preciso entender que geralmente, o fim é uma pausa.

Descanso necessário para consultar a bússola. Esse momento as vezes é tão precioso quanto a própria caminhada. O recomeço é cheio de expectativa. Mesmo quando paramos, devemos manter os olhos sempre adiante e saber que após a próxima curva muita coisa pode acontecer.

As verdades são escritas através de belas paisagens que poucos conseguem entender. Porque parar não significa deixar de ver o que acontece ao redor. As novidades só tem sentido quando realmente vividas.



*Luís Gonçalves é publicitário, escritor e colabora com o DC Ilustrado

luisfgoncalves@uol.com.br



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