Sábado, 20 de julho de 2019 Edição nº 12473 24/07/2009  










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Reversão no varejo eleva o litro até 35% em Cuiabá e Várzea Grande

Preços ao consumidor oscilam entre revendedores das duas cidades. Ajustes vão de R$ 1,15 a R$ 1,19 até R$ 1,40


Depois de atingir um dos menores preços do ano entre junho e julho, varejo começa a recompor preços e a elevar litro na bomba
MARCONDES MACIEL
Da Reportagem

Os preços do álcool hidratado mantiveram sua tendência altista na Grande Cuiabá ao atingirem ontem até R$ 1,40 na bomba, alta de 35,92% em relação aos R$ 1,03 que vigoram até o começo deste mês. A maior cotação do ano foi registrada na primeira quinzena de janeiro (R$ 1,49) e o preço mais baixo ocorreu no mês passado, quando o litro do combustível chegou a ser vendido por até R$ 1,01 em campanha relâmpago e R$ 1,03 por um período mais longo nos postos. Em contrapartida, o litro da gasolina está em média R$ 0,10 mais barato, passando de R$ 2,69 para R$ 2,59.

Desde a semana passada que os preços do hidratado vêm apresentando reação na revenda. Alguns estabelecimentos ainda ofertam álcool por R$ 1,07, porém, a maioria decidiu realinhar os preços para R$ 1,09. Postos nas Avenidas Miguel Sutil, Rubens de Mendonça e XV de Novembro estavam adotando ontem pela manhã preços de R$ 1,18 a R$ 1,19. Depois deste “realinhamento”, as revendas de Cuiabá apostam em estabilização dos preços até o início do período da entressafra do álcool, a partir de novembro.

“Estamos apenas repassando os preços adotados pelas distribuidoras”, afirmou Sérgio Dias, que gerencia um posto “bandeira branca” na Avenida Rubens de Mendonça. “Acreditamos que os preços a partir de agora tendem a se estabilizar na casa de R$ 1,15, pois as usinas têm muito estoque e já fizemos uma pequena recomposição nos preços para o consumidor”.

Ele diz que a “recuperação dos preços” é normal devido à média registrada nas últimas semanas, considerada uma das menores do ano. “Se o preço caísse ainda mais, muitos postos poderiam ter sérias dificuldades financeiras, pois a margem já estava quase zerada”, acrescentou.

O movimento de queda dos preços este ano começou logo no início da safra, no mês de maio, pelos postos “bandeira branca” e acompanhados pelas grandes distribuidoras, como a Petrobras e a Ipiranga, que chegaram a praticar preços de até R$ 1,03. “Apenas fizemos a recomposição dos preços de acordo com o mercado”, esclarece o gerente Everton Dias. Segundo ele, o posto estava trabalhando com uma margem muito reduzida e o mercado não suportaria novas baixas.

USINEIROS – O superintendente do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do Estado (Sindálcool), Jorge dos Santos, disse ontem que a baixa dos preços do álcool no início da safra se deveu ao fato de que alguns usineiros precisavam “fazer caixa” para pagar seus compromissos. “Após três meses trabalhando na colheita, muitas usinas conseguiram se estabilizar financeiramente e hoje estão praticando preços melhores”. Santos não informou as cotações nas usinas, mas disse que o “preço ideal” para as indústrias seria R$ 0,80/litro e, nos postos, R$ 1,50.

Ele acredita que as variações de preços na revenda se devem à situação financeira das usinas. “As empresas que já conseguiram se recuperar estão fazendo uma política mais agressiva, na tentativa de melhorar os preços. Outras, porém, ainda estão praticando preços mais baixos, em busca deste equilíbrio. Com isso, as distribuidoras têm inúmeras opções de compra, o que lhes permite vender para o varejo por um valor mais em conta”.

O Sindálcool estima que a produção de álcool combustível deverá recuar de 616 milhões de litros para 506 milhões de litros este ano e, o anidro (misturado à gasolina), terá sua produção reduzida de 382 milhões de litros para 296 milhões de litros.



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