Sábado, 21 de setembro de 2019 Edição nº 12463 12/07/2009  










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O rock pesado que tem a ver com religião

Na terceira apresentação em Cuiabá, antes completar um ano, a banda Rosa de Saron destacou o trabalho do seu quinto álbum o Acústico Ao Vivo

Rafael Costa
Da Reportagem

A banda se apresentou em Cuiabá na segunda feira (6) poucos minutos depois das 22h e emocionou cerca de 4 mil pessoas. A voz esforçada preenchia cada poro que abria espaço para emoção e despertar de sentimento de todos que acompanhavam as declarações de amor a Deus em forma de música. As canções surpreendiam pelo encontro de palavras de romance, harmonia e valores religiosos que estimulam a procura de amar e ser amado e de entregar-se a Deus.

Em meio à apresentação uma pausa anunciar a seguinte frase: “Deus é um cara amigo e presente em todos os lugares, com certeza está aqui para mostrar o quanto a vida é valiosa e vale a pena viver cada segundo”. A fala surtiu efeito rapidamente e a canção ‘Logo Após o Temporal’, que destaca no refrão “Um novo dia já nasceu, é bom sentir os pés no chão e saber que ainda estás aqui” atingiu em cheio o coração de cada um estimulando o amor pela religiosidade.

Na terceira apresentação em Cuiabá, antes completar um ano, a banda Rosa de Saron destacou o trabalho do seu quinto álbum o Acústico Ao Vivo. Também lançado em DVD, contém versões acústicas de vários sucessos e duas inéditas que são ‘Rara calma’ e ‘Como eu te vejo’. Na entrevista concedida ao Diário minutos antes de subir no palco, a banda que surgiu no final da década de 80 no Movimento de Renovação Carismática Católica para evangelizar jovens por meio do rock pesado fala de curiosidades e expectativas para o futuro.

A primeira formação da banda se inspirou no rock pesado para levar o catolicismo. Houve alguma contrariedade da Igreja por conta disso?

Feltrin - Houve uma resistência da ala mais conservadora que encontrou dificuldade de entender, o que é natural neste processo. Tudo o que é novidade leva a uma precaução e até mesmo medo, mas muitas pessoas aprovaram nossa iniciativa, o que foi muito importante para nós. Muitas comunidades e padres nos apoiaram e entendo que foi o mais valioso.

Neste período houve alguma apresentação em espetáculos onde havia apenas bandas meramente rock pesado? Qual foi a reação do público?

Feltrin - Houve várias apresentações, mas no meio do rock o que interessa mesmo é qualidade do som. Muitas pessoas aprovaram e quem era contra se manifestava não porque pertencia a religião católica ou evangélica, mas porque não gostava do som e essa posição sempre respeitamos.

As canções do Rosa de Saron têm levado a união de católicos e evangélicos nos shows, levando assim a uma superação de divergências dos grupos religiosos. Como vocês analisam essa situação?

Feltrin – Ficamos felizes e fortalece a ideia de que a música tem a capacidade de superar divisões. Há tempos muitas pessoas estão lutando para superar essa divisão ou diminuir as diferenças. Saber que estamos conseguindo isto por meio da música nos deixa felizes. Somos todos católicos, mas temos respeito enorme aos evangélicos e a fé de cada um.

Faro - O nosso discurso nas canções não é doutrinário. Não estamos pregando uma doutrina ou querendo levar alguém para a Igreja. Queremos passar mensagens positivas para que as pessoas se sintam melhores e em harmonia.

Guilherme de Sá - Nós queremos criar momentos bons! Muitas coisas surgem de momentos bons e queremos passar ao nosso público mensagens positivas para que todos vivam felizes. Queremos viver momentos assim e carregamos o desejo de proporcionar essa experiência a todos que nos acompanham.

Quais os planos para os próximos meses? Já tem a previsão do lançamento de um novo álbum?

Guilherme de Sá - Por conta da agenda, estamos compondo na estrada. Queremos fechar as composições até este mês e já estamos entrando no estúdio. Ainda não tem data prevista para o lançamento do novo disco porque depende de muitos fatores. Mas, estamos a todo vapor.

Com esse sucesso e reconhecimento do álbum acústico a tendência da banda é seguir neste ritmo mais leve ou retomar as origens do rock pesado?

Guilherme de Sá - Ainda gostamos muito de som pesado, mas é difícil imaginar tocando um ritmo de som que já perdemos as características. O próximo álbum tem tudo para ser mais pop do que os outros e seguindo a linha do acústico. Mas, vamos continuar investindo em paradas eletrônicas e guitarras.

Queremos que prevaleça ainda o toque das cordas, sempre gostamos muito e a ideia é somar o estilo pop acústico com o som gringo que ouvimos. De qualquer forma, desejamos algo novo. Estamos no processo de criação de músicas e ainda não chegamos à fase de arranjo, mas isso resolvemos rapidinho.

Nota: Quem não assistiu a apresentação da banda Rosa de Saron em Cuiabá e está disposto a conhecê-los, basta acessar o site www.rosadesaron.com.br. Na página, há links que direcionam o internauta para o My Space e You Tube onde podem ser conferidos sucessos mais recentes.



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