Sexta feira, 03 de setembro de 2010 Edição nº 12460 09/07/2009  










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Famílias cobram R$ 9 milhões do governo como indenização

Da Reportagem

As famílias dos três militares mortos no acidente com o Águia Uno já entraram com ações judiciais pedindo indenização por danos morais. Cada uma delas cobra ao governo do Estado o pagamento de R$ 3 milhões, valor corresponde ao seguro da aeronave, segundo Luciana Garcia Ortiz, mãe do tenente Rodrigo Ribeiro.

As conclusões sobre as causa do acidente, contidas no relatório final do Cenipa, da Aeronáutica, que somente ontem a imprensa teve acesso por meio das vítimas, são do conhecimento da Polícia Militar há pelo menos 60 dias. Ontem pela manhã, as famílias se reuniram com a imprensa e forneceram cópias do documento que obtiveram mediante requerimento apresentado ao Cenipa. Luciana Ortiz destacou somente agora puderam identificar as causas do acidente.

“Esperamos que agora, que sabemos as causas, a justiça seja feita”, diz, observando que não quer mais ouvir que a morte do filho foi uma fatalidade ou conseqüência de uma atividade de alto risco. “Essa coisas não nos confortam”, diz, sem conter as lágrimas. A mãe, que no dia do acidente encontrava-se em Brasília aguardando uma vaga no Hospital Sara Kubistchek para tratamento das sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), se emociona ao lembrar da luta do filho para ser oficial da Polícia Militar.

Aluno de escola pública, Rodrigo Ribeiro era considerado um estudante exemplar. Saiu do ensino fundamental de uma escola pública e ingressou no Centro Federal de Ensino (Cefet) por meio de concurso. Paralelamente ao Ensino Médio no Cefet, fazia preparatório para o exame do CFO (Curso de Formação de Oficiais) e passava noites em claro estudando. Quando morreu, ele cursava a faculdade de Direito. Na avaliação da mãe, o Águia Uno não precisava sair em missão para aquele acidente de trânsito na BR-364 porque todas as vítimas do acidente haviam morrido, portanto, não tinha feridos esperando por socorro.

O pai do cabo Joel Machado, Odiles Machado, lembrou que o filho havia chegado de uma missão no interior, na região da floresta amazônica, e menos de 48 horas depois já estava trabalhando no GRAER. A família de Júlio de Jesus foi representada pelo advogado Flávio Vieira. Flávio explicou que as ações de indenização tramitam na Terceira Vara da Fazenda Pública de Cuiabá e que com a apresentação do relatório as partes, família e governo, estão intimadas para se manifestar sobre a conclusão das investigações da Aeronáutica.

A expectativa da família é a de que agora a ação possa ser julgada. Nos quatro anos de tramitação, o julgamento vinha sendo adiado à espera do relatório da Cenipa. (AA)



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