Justiça manda fechar farmácia Nippon e prender proprietário
Da Redação
A Justiça Federal determinou a interdição da farmácia Nippon, na avenida Coronel Escolástico, e a prisão do proprietário Roberto Kavanishi e do gerente Eurico Egídio de Souza Silvae, por contrabando e venda de medicamento sem o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), crime considerado hediondo. As medidas judiciais foram motivadas por denúncias do Ministério Público Federal (MPF) em maio, durante a Operação Drágea.
Deflagrada pela Polícia Federal, a operação fiscalizou farmácias e distribuidoras de remédios em Mato Grosso. Na época, a fiscalização encontrou na farmácia Nippon os medicamentos contrabandeados Pramil e Cytotec, sem registro na Anvisa e de uso proibido no Brasil.
Similar ao Viagra (para impotência sexual masculina), o Pramil está se transformando em verdadeiro problema de saúde pública no Brasil, oferecendo risco à saúde dos consumidores por não ter passado no teste de controle de qualidade da Anvisa. Em 2002, uma portaria determinou a apreensão deste medicamento em todo país.
Já o italiano Cytotec é nocivo principalmente por causar aumento das contrações e causar o aborto em mulheres grávidas. Ele foi lançado no Brasil em 1984 para tratamento de úlceras gástricas e duodenais, mas devido a seus efeitos nocivos passou a ser largamente utilizado para a prática do aborto.
Em 1998, o Ministério da Saúde restringiu o uso de medicamentos como o Cytotec e similares contendo o mesmo princípio ativo. Sua produção só poderia ser realizada por laboratório autorizado no Brasil e para uso controlado em hospitais.
Já o Cytotec apreendido na farmácia Nippon possui inscrições em língua estrangeira, o que indica contrabando. Também foram encontrados frascos da Aguardente Alemã, usada como purgante e laxativo, igualmente sem registro na Anvisa. Em 2005, uma portaria determinou a apreensão de todo o medicamento no território nacional. (Com assessoria)
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