Sábado, 20 de julho de 2019 Edição nº 9814 19/12/2000  










JARDIM BRASIL DOISAnterior | Índice | Próxima

Vendedor mata mulher por causa de som

Crime aconteceu no final da tarde de domingo e foi presenciado pela filha do casal, de 7 anos

José Luiz Medeiros/DC
Os moradores estavam preocupados com o comportamento de Luiz, que havia colocado uma cerca elétrica em sua casa
ROSI MEDEIROS
Da Reportagem

O vendedor Luiz Sergio da Silva, de 41 anos, matou a sua esposa Edna de Lima Torquatro, 31, com um tiro na cabeça na frente da filha de 7 anos. O crime aconteceu no final da tarde de domingo, no grilo Jardim Brasil II, próximo ao bairro Três Barras na região do CPA.

De acordo com a polícia, Edna e Silva estavam alcoolizados e o crime aconteceu por motivo fútil. A discussão entre o casal começou por causa de um aparelho de som ligado em volume alto. Naquela tarde Edna havia retornado da rua e ligou o aparelho. Irado o marido se levantou e desligou, ameaçando a esposa. Não dando atenção à atitude, Edna tornou a ligar o aparelho. Silva, então, foi ao quarto voltando à sala com uma arma na mão disparando vários tiros - primeiro atingindo a caixa de som e outro, a nuca da mulher.

Os vizinhos contam que ficaram assustados com o barulho dos disparos. Silva fugiu numa moto, deixando antes a filha na casa de um amigo, onde estava a outra filha do casal, de 11 anos. Moradores disseram que antes de sair do bairro o vendedor passou no bar do “Ceará”, que fica na esquina de sua casa, avisando para irem prestar ajuda a sua mulher. Edna foi socorrida pela equipe de resgate do Corpo de Bombeiros e levada ao Pronto Socorro de Cuiabá, mas não resistiu.

O casal morava junto há 13 anos. Edna tinha três filhas, duas com Silva e outra anterior ao casamento, de 15 anos, que morava com os avós. As brigas do casal eram de conhecimento da família da vítima. “Ele batia muito nela. A mãe dela tinha medo do que pudesse acontecer”, afirmou um primo de Edna.

Segundo os moradores do grilo, as discussões do casal se intensificaram quando Edna começou a desconfiar que o marido tinha uma amante. “Ela queria se separar dele, mas tinha medo”, afirmou uma moradora. “Das outras vezes em que haviam se separado, ela dizia que só haviam voltado a viver juntos porque ele a ameaçava”, complementou ela.

Os vizinhos estranhavam o comportamento de Silva. “Ele instalou uma cerca elétrica em sua chácara. Como aqui é tudo aberto, teve uma criança que chegou a tomar choque. Ele só retirou a eletricidade porque falamos que íamos denunciar à polícia”, disse um morador.

O inquérito policial para apurar os fatos foi instaurado pelo delegado Wladimir Fransosi, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). “Já temos a autoria do crime. Caso ele não apresente à polícia, vou pedir a prisão preventiva”, informou o delegado.



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