Domingo, 21 de abril de 2019 Edição nº 9813 18/12/2000  










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Gugamania leva uma legião de jovens a sonhar com o tênis

A fama mundial e os dólares impulsionam os jovens cuiabanos a treinar e competir sonhando em ser o número 1

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Arnaldo Alves, presidente da federação de Tênis, diz que Guga deu um novo incentivo ao esporte em Mato Grosso
MÁRCIA MARAFON
Da Reportagem

O tênis brasileiro jamais será o mesmo depois de Guga, o melhor do mundo. Pela primeira vez na história esportiva brasileira, um tenista conquista o título na Copa do Mundo de Tênis e dá para imaginar o que isto significa para a modalidade no país. Desde o aparecimento de Gustavo Kuerten, há dois anos, a “Gugamania” tomou conta das ruas. A procura por escolinhas de iniciação esportiva e aulas em clubes aumentou consideravelmente porque conheceu e gostou da modalidade ou porque está na moda.

Mas foi neste ano, mais especificamente neste mês, que adultos e crianças descobriram realmente o tênis, e claro, os mais abastados foram matricular-se em aulas da modalidade. Talvez seja passageiro, uma "febre”, mas pode ser também uma abertura para o esporte que continua sendo visto como elitizado.

Para o presidente da Federação Mato-grossense de Tênis (FMT), Arnaldo Alves de Souza Neto, o “reflexo Guga”, vem desde 1998, mas neste ano, em que o tenista esteve por 16 semanas em primeiro lugar no ranking mundial, a motivação em praticar o esporte foi crescente. “As crianças e os adultos vêem o Guga como um ídolo, e nosso esporte está carente de ídolos, então querem praticar o mesmo esporte que ele. Entre 1998 e 2000, a procura cresceu cerca de 25%, principalmente na categoria adulto”, diz o dirigente.

Apesar de ser considerado um esporte para classes mais favorecidas financeiramente, o tênis mato-grossense já revelou jogadores como Robson da Costa Nunes, 20 anos, um ex-boleiro (como o gandula do futebol) que hoje é professor da modalidade na Academia Mato-grossense de Tênis.

O presidente da FMT explica que como Robson muitos boleiros transformaram-se em tenistas porque ficavam mais tempo envolvidos com o esporte do que os próprios alunos. “A ordem natural é de que o boleiro passe a ser o rebatedor do professor, aquele que joga a bola para o aluno rebater, ganha uma raquete de algum tenista e se dedica ao esporte partindo assim, para as competições.”

Em Mato Grosso o tênis já está sendo ensinado em escolas, por enquanto particulares e em alguns clubes, além de ser disputado nas ruas e nas praças. A grande dificuldade em levar a modalidade para as escolas públicas é a falta de espaço físico para o jogo. A quadra para o tênis equivale a duas quadras de vôlei e este espaço não está disponível em nenhuma escola pública do estado.

A FMT tem um calendário anual com 33 eventos, onde destacam-se os Torneios Master infanto juvenil e o adulto, porque define o campeão do ano, com a soma de pontos obtidos em todos os torneios realizados no ano em nível estadual.



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