WWF pesquisa como cuiabano usa ambiente
ALEXANDRE APRÁ
Especial para o Diário
O desenvolvimento sustentável ambiental de Cuiabá será tema de um projeto de pesquisa da Organização Não-governamental WWF-Brasil em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Smades). O acordo foi firmado na manhã de ontem, em Cuiabá, durante o workshop “Que marca queremos deixar no planeta?”.
O projeto Pegadas Ecológicas é uma pesquisa desenvolvida pela WWF–Brasil que calcula o quanto cada pessoa consome da natureza para sustentar seu estilo de vida. A análise apresenta uma estimativa, em hectares, da extensão de território que um ser humano ou toda uma sociedade utiliza, em média, para sobreviver.
Vários tipos de territórios produtivos são analisados pela pesquisa (agrícola, pastagens, oceanos, florestas, áreas construídas) e as diversas formas de consumo (alimentação, habitação, energia, bens e serviços, transporte e outros). As tecnologias usadas, os tamanhos das populações e outros dados, também entram no estudo.
Para um dos fomentadores da parceria, o professor e coordenador do Centro de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, João Carlos Gomes, O projeto é uma ferramenta de interpretação. “É um dispositivo que podemos usar em nossa cidade para entendermos a realidade e os problemas causados pela nossa forma de viver. Com esses dados, abre-se a oportunidade de identificarmos onde há mais degradação ambiental e, com isso, apontarmos também mudanças”, avalia.
Participaram da cerimônia de assinatura do convênio, estudantes universitários, ecologistas, docentes da Universidade Federal de Mato Grosso, entre eles, a professora Michele Sato, especialista em educação ambiental.
O coordenador do Programa de Educação para o Desenvolvimento de uma Sociedade Sustentável da WWF-Brasil, Irineu Tamaio, esteve presente e falou sobre a relação entre o cotidiano e o meio ambiente e como os indicadores podem auxiliar os trabalhos de pesquisa de preservação do meio ambiente. Além deles, a líder indígena bakairi, Isabel Taukane, falou sobre o tema “Rastreando as pegadas Ancestrais”.
Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Osmário Daltro, a iniciativa é uma maneira de demonstrar a responsabilidade da prefeitura em garantir um desenvolvimento sustentável da Capital. “Estamos preocupados e investindo na preservação do meio ambiente. Todo o crescimento da cidade está sendo acompanhado para que não haja danos, como a preservação das margens dos rios, Áreas de Preservação Permanente (APP) e as Zonas de Interesse Ambiental (ZIA)”, garantiu.
A WWF-Brasil é uma ONG internacional que defende a preservação do meio ambiente. A entidade está presente em 110 países nos cinco continentes do mundo e tem sua cidade sede em Genebra, na Suíça. (Com assessoria)
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