Quarta feira, 14 de novembro de 2018 Edição nº 12243 15/10/2008  










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Índios vão endurecer

Etnia mandou um recado pela Funai: se as obras forem retomadas, reação será mais enérgica do que a registrada no último sábado


Os índios destruíram edificações e veículos do canteiro de obras das pequenas centrais hidrelétricas
RENÊ DIÓZ
Da Reportagem

Caso tenham continuidade as obras do Complexo Juruena, na região entre Sapezal e Campos de Júlio, os índios da etnia enawene nawe devem reagir de maneira mais enérgica do que no último sábado, quando mais de 100 deles saquearam e incendiaram o canteiro de oito pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) em construção. Este foi o aviso deixado por seis representantes da etnia ontem, quando estiveram na sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Juína.

No último dia 7, eles participaram de uma reunião em Cuiabá com outras quatro etnias, representantes da Funai, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e empreendedores das PCHs para discutir o recebimento de uma compensação por impactos sócio-ambientais devido às obras no rio Juruena. As tribos teriam aceitado o recebimento de R$ 6 milhões em compensação, mas apenas os enawene nawe não aceitaram a proposta. Eles acusaram a existência de outras dezenas de projetos de PCHs e deixaram a reunião.

O administrador Antônio Carlos de Aquino, da Funai em Juína (735 quilômetros de Cuiabá), relata que os enawene nawe continuam indignados com as obras das PCHs e ameaçam uma reação mais contundente caso os empreendimentos persistam.

Eles alegam que a usina trará prejuízos ambientais e sociais, como a sedimentação do rio Juruena, fonte de alimentos do grupo. Ontem, o administrador enviou um memorando à Procuradoria da Funai pela instauração de uma investigação. Por enquanto, apenas a vistoria do local da destruição foi realizada, ontem, pela Funai, assim como estiveram presentes representantes dos empreendedores das obras. A Polícia Federal (PF) foi comunicada do caso. “Espero que a PF acuse os possíveis culpados, não só os índios, mas qualquer outro segmento envolvido”, comenta Antônio Carlos.

Mas é a Polícia Civil de Comodoro quem deverá investigar o caso. Isso porque a região da usina é de divisa entre os municípios de Sapezal e Campos de Júlio (480 e 553 quilômetros de Cuiabá, respectivamente). A delegada Cínthia Cupido, de Sapezal, esteve na usina ontem e, por ter constatado que a área da destruição se encontra no lado de Campos de Júlio - parte da comarca de Comodoro - ela deve enviar ainda hoje um relatório, com fotos, para a Polícia Civil de Comodoro (a 644 quilômetros da Capital), para que esta possa instaurar um inquérito.

De acordo com o relato da delegada, apenas o refeitório do canteiro de obras resistiu aos ataques. Os funcionários presentes no momento eram cerca de 300. Alguns contam, segundo relato da delegada, que os enawene nawe chegaram a afirmar que “a usina acabou”, durante a invasão e o saque, feito com uso de armas tradicionais indígenas e armas de fogo.

As obras das PCHs são realizadas pela Juruena Participações e Investimentos S/A e não se encontram em terras indígenas, mas perto da aldeia dos enawene nawe, os únicos a se oporem ao projeto.



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