Quarta feira, 20 de março de 2019 Edição nº 12236 07/10/2008  










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Recuperado, Molina só quer jogar

SANCHES FILHO
Da Agência Estado – São Paulo

O meia-armador de toques refinados e com alto aproveitamento nas finalizações está de volta. O colombiano Maurício Molina descobriu que seu problema era o desalinhamento do quadril, quando sofreu estiramento muscular na coxa esquerda, no dia 3 de agosto, diante do Coritiba, na Vila Belmiro. "Por causa do problema no quadril sentia dores constantes na coxa direita. E ao evitar usar a perna direita sobrecarreguei a esquerda, a ponto de sofrer a lesão muscular", explicou o jogador.

Depois de curar a lesão muscular há três semanas, Molina iniciou o tratamento para corrigir a postura, semelhante ao que recuperou Pedrinho para o futebol, realizado no ano passado pelo fisioterapeuta Nilton Petroni, o Filé, e percebeu que errou ao se manter em silêncio e jogar com dores.

"Vinha jogando há cinco meses desse jeito e não falava nada porque estava com muita vontade de continuar no time. Errei ao ficar em silêncio. Treinava com dores, jogava com dores. A partida contra o Atlético-PR foi a primeira em que atuei sem sentir nada. E voltei a me considerar importante para o time, pelo gol que marquei e por ter ajudado o time a vencer", contou.

O gol, a boa atuação e os aplausos quando saía de campo, substituído por Pará, fizeram com que Molina considerasse o jogo de sábado passado o mais importante para ele na temporada. "Foi como uma decisão para mim. Voltaram o moral e a confiança. Saber jogar bola a gente não esquece. Quando o jogador tem um problema constante e não identificado, perde a confiança. Agora sei que estou em condição, embora saiba que a minha escalação fica a critério de Márcio Fernandes e tenho que respeitar a sua decisão", afirmou o meia.

Fernandes reconheceu após a goleada sobre o Atlético-PR, no sábado, que Molina voltou a jogar como nos seus melhores momentos, lembrou do tratamento - Reeducação Postural Global - a que o colombiano vem se submetendo com sucesso, mas frisou que a sua principal mudança foi no comportamento dentro de campo, voltando para ajudar na marcação.

"Todos me pedem para marcar, mas não tenho característica para desarmar o adversário", explica Molina. "Vou procurar ajudar, embora não vejo necessidade de voltar para combater. Quando o Santos jogava só com dois volantes - Marcinho Guerreiro e Rodrigo Souto - eu tinha liberdade para jogar mais ofensivamente e agora que temos três volantes não vejo problema em atuar daquela maneira. Mas é o técnico quem manda."

Com relação ao jogo de amanhã contra o Grêmio, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, Molina admite que o Santos receberá o "reforço" das torcidas do Palmeiras, São Paulo, Cruzeiro e Flamengo, mas não dá importância a isso. "Vamos jogar pensando no nosso time e não em quem poderá ser beneficiado pelo resultado. Estamos conscientes de que podemos somar três ou quatro pontos nesses dois jogos difíceis. E vai ser uma grande oportunidade para ganharmos o segundo jogo fora da Vila Belmiro", finalizou.



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