Marechal Rondon está quase 100% adaptado
Independente de prazos para que adequações que atendam portadores de necessidades especiais sejam implantadas, terminal de MT estará pronto em 30 dias
| | Maria de Lourdes se sente segura a ir para piso superior apenas em elevador |
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ALECY ALVES
Da Reportagem
O Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, está prestes a se torna 100% adaptado para circulação de portadores de deficiência. O superintendente da Infraero em Mato Grosso, Sérgio Kennedy Soares, assegurou que dentro de 30 dias, 12 funcionários capacitados para atendimento nas diversas formas de deficiências começam a trabalhar no balcão de orientação do terminal.
Os funcionários, selecionados por uma empresa terceirizada, informou o superintendente, estão aptos a se comunicar na língua de sinais (Libras) dos surdos e mudos, para atender os deficientes visuais, cadeirantes e outros.
Outra responsabilidade assumida por ele foi de instalar até essa data um corredor virtual com piso tátil para levar os cegos até o balcão. Soares disse que em Mato Grosso, ao contrário de outros estados, a Infraero não recebeu nenhuma notificação estipulando prazo para as adequações.
Há dois anos, desde a reforma do terminal Marechal Rondon, disse, obras e equipamentos vêm sendo providenciados visando o cumprimento da legislação que assegura o direito a condições dignas de acessibilidade aos cidadãos que possuem alguma limitação.
O elevador panorâmico instalado há dois anos no saguão permite, por exemplo, que pessoas como Maria de Lourdes da Costa, 35 anos, deficiente física e usuária de muletas especiais, acessem o piso superior do aeroporto, onde fica a praça de alimentação e a varanda de contemplação. “Nem me arriscaria a subir na escada rolante, o risco de queda seria muito grande”, comentou Lourdes.
Nesse pavimento, explicou Soares, também a Infraero teve de expandir a largura do corredor entre as mesas e a varanda para circulação de cadeiras de rodas.
Também há banheiros adaptados, telefones para surdos e mudos, deficientes visuais e ao alcance de quem utiliza cadeira de rodas. Entretanto, a estatal que administra o principal aeroporto mato-grossense ainda não conseguiu convencer as empresas aéreas a reduzir a altura ou instalar novos balcões que permitam o atendimento dos cadeirantes.
A adequação dos aeroportos está sendo discutida em âmbito nacional. Ontem, paralelo ao evento que reúne em São Paulo representantes das unidades da Infraero de todo o país, a procuradora geral da República, Eugênia Augusta Gonzaga Fávero, alertou que não há mais prazo para obras de adaptação e que agora os órgãos serão notificados.
Em Mato Grosso, o procurador federal Gustavo Carvalho Fonseca explicou que há alguns meses, por falta de técnicos com capacitação específica para esse tipo de fiscalização, assinou um termo de cooperação técnica com o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) para a vistoria dos prédios dos órgãos federais, incluindo o aeroporto.
A partir do resultado da avaliação técnica, ainda sem prazo estipulado para apresentação, serão adotadas as medidas legais de exigência ao cumprimento da lei de acessibilidade 5.296/04.
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