Domingo, 19 de maio de 2019 Edição nº 12167 19/07/2008  










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Acessibilidade não é plena no aeroporto

Para cadeirantes e deficientes visuais, terminal Marechal Rondon ainda requer adequações para atender às necessidades de pessoas especiais

PEDRO ALVES/DC
Funcionária da Infraero conduz cadeirante para a escada rolante do aeroporto Marechal Rondon, durante vistoria
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

O aeroporto internacional Marechal Rondon não oferece condições plenas de acessibilidade às pessoas com deficiência. É o que ficou constatado ontem, durante vistoria feita por deficientes visuais e usuários de cadeira de roda no terminal.

A inspeção, solicitada pela própria Infraero, teve o objetivo de relacionar os problemas e apresentar as sugestões necessárias para readequação do local.

Do lado externo do terminal já existem rampas nos acessos e vagas reservadas no estacionamento. No entanto, segundo o presidente da Associação Mato-grossense dos Deficientes (Amde), vereador Mário Lúcio (PMDB), a vaga é estreita e falta a zebra de localização. “O degrau que se forma ao longo da rampa também precisa de sinalização ou proteção para evitar que deficientes visuais tropecem”, disse.

Já a inexistência de piso tátil no terminal está entre as principais dificuldades encontradas pelo deficiente visual Sandro Luiz da Silva, 33 anos. “O piso tátil é necessário para nortear a gente”, comentou. No segundo piso, ele também apontou a necessidade de alinhamento das mesas colocadas de forma aleatória pelos funcionários das lanchonetes.

Já o usuário de cadeira de rodas Lourenço Aguinelo da Cruz, 58, apontou problemas nos vasos do banheiro e, principalmente, nas cadeiras colocadas à disposição pelas companhias. “São pesadas e as rodas são baixas, necessitando de uma pessoa para empurrar”, observou. O detalhe é que o elevador estava em manutenção, necessitando de funcionários capacitados para ajudar o usuário de cadeira de roda a usar a escada rolante.

A vistoria foi acompanhada pela responsável pelo setor de Comunicação Social da Infraero, Edileusa Helena Costa. Ela informou que medidas estão sendo tomadas para melhorar a acessibilidade no terminal. Entre elas, a capacitação de funcionários na Língua Brasileira de Sinais (libras) e a colocação do piso tátil. “Já há verba destinada para investir nas melhorias”, afirmou.

Ela lembrou ainda que o aeroporto conta com bebedouros adaptados para os portadores de deficiência física, elevador com botões em braile para possibilitar a locomoção de cegos e um telefone especial para deficientes auditivos.

Além disso, os balcões de informação da Infraero e de outros órgãos no saguão também estão do tamanho exigido. Mas, os das companhias são altos demais para o atendimento ao usuário de cadeira de rodas.

As irregularidades descumprem a resolução número 9, de 5 de junho de 2007, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que determina às companhias aéreas e à Infraero para que promovam as adequações necessárias para o transporte de passageiros com deficiência. As medidas deveriam ter sido ser implementadas até dezembro do ano passado.



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