Sexta feira, 03 de setembro de 2010 Edição nº 12076 30/03/2008  










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Após 1 ano, nenhum sonho abandonado

Hoje, já bacharel em Direito, Djalma Júnior não pensa no que foi tirado dele, mas em tudo que pode realizar na vida para alcançar seus planos

GERALDO TAVARES D/C
Djalma, junto da mãe, Maria da Penha, agradece a união de família e amigos e a solidariedade dos desconhecidos
ALINE CHAGAS
Da Reportagem

Pela manhã, intensas sessões de fisioterapia. Almoça, se arruma para trabalhar e passa a tarde envolvido com os processos e casos que agora acompanha diariamente. Um bacharel em Direito apaixonado pela profissão, Djalma Ermenegildo Júnior retomou a vida normal menos de um ano depois de protagonizar uma história de violência que tocou Cuiabá. Agora, com 22 anos, Djalma só pensa nas coisas boas que aconteceram neste período e nas boas surpresas que o futuro reservou para ele.

No dia 16 de março de 2007, o rapaz foi vítima de um espancamento de seguranças da boate Z-100. Três dias depois, os médicos anunciaram que o rapaz ficaria tetraplégico. Djalma estudava Direito na época do “acidente”, como chama as agressões das quais foi vítima. O rapaz conta, na primeira entrevista que cede desde ocorrido o fato, que hoje não pensa no que aconteceu com ele. O bacharel prefere acompanhar os avanços da ciência e as pesquisas de células-tronco, porque tem certeza que esse será o caminho para voltar a ter os movimentos das pernas.

“Se penso por um instante sequer, já imagino que por questão de segundos nada disso teria acontecido. Então, prefiro não pensar. Minha vida continua e por isso não tenho que ficar remoendo o passado”, comenta.

Após meses de tratamento no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, Djalma retomou os estudos normalmente e conseguiu se formar em Direito pela Universidade de Cuiabá (Unic), no final do ano. Poucos meses depois, abriu um escritório de advocacia com o irmão e mais duas colegas advogadas, onde trabalha diariamente. Nos projetos para os próximos dias está a Exame da OAB e comemorar um ano de namoro com a fisioterapeuta que conheceu durante os primeiros dias de recuperação. Para os próximos anos, estão os concursos para magistratura.

“Nunca pensei em parar. Sei que esse período que estou passando é transitório. O que foi afetado não foi minha inteligência. Vou continuar a estudar e alcançar minhas metas, que são as mesmas de antes do acidente”, explica.

Djalma conta que shows, festas, idas a shoppings e outros programas com os amigos estão em sua agenda há algum tempo. “Eu até ia ao show da Ivete Sangalo, mas com a prova da OAB, resolvi ficar em casa e me preparar”, diz, sorrindo. Apesar do acidente que sofreu ter sido causado em uma boate, o rapaz fala que não vê problemas em um dia voltar a freqüentá-las, com exceção da Z-100, onde tudo aconteceu.

“Sei que não são esses locais, mas sim, as pessoas que estavam lá quando tudo aconteceu, porque elas agiram com dolo, com má-fé. Não fui ainda a uma boate, mas não fiquei traumatizado e não vejo problemas em ir, por exemplo, no Café Cancun. Gosto muito de sair, desde que esses lugares sejam acessíveis a pessoas em cadeiras de rodas”, aponta.

A acessibilidade é, inclusive, um dos pontos que trzem problemas, conforme relato do rapaz. Segundo ele, Cuiabá é uma cidade com acessibilidade quase zero, dificultando a vida das pessoas que estão em cadeiras de rodas. Outra situação ruim, revela, é o preconceito que ainda existe de maneira muito forte.

“Não é legal quando as pessoas nos olham ou tratam com se fôssemos criancinhas. Acho que não é bem por aí. Sinto ainda muita resistência, mas acho que ficaram mais coisas boas que ruins, como a união da minha família nos últimos meses”, diz.

Sobre a namorada, Djalma se orgulha em dizer que ela foi uma das melhores mudanças que veio com o acidente. Apaixonado, ele conta que a moça o ajudou profissionalmente nos primeiros dias de tratamento fisioterápico e que, com um mês, já estavam envolvidos. Para namorá-lo, a fisioterapeuta deixou de acompanhar o tratamento dele.

“O apoio dos meus verdadeiros amigos e a solidariedade de pessoas que eu nem conhecia realmente me impressionaram. Isso foi muito bom. Agradeço a todos aqueles que oraram e que continuam orando por mim diariamente”, fala.



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· Parabéns Dejalma pelo exemplo de vida e   - Eliane
· Certa vez manifestei-me aqui acerca do q  - Adalberto Cavalcante Jr.
· Como dizem: "Foi um minuto de bobei  - Marilene Dias de Moura
· Com a força inesgotável e a superiorida  - Vildete Silva Oliveira
· parabéns companheiro, como grande Bachar  - BENEDITO RUBENS DE AMORIM
· Tenho a companhado a historia desse rapa  - Teldo Palma

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