Quinta feira, 24 de abril de 2014 Edição nº 12047 24/02/2008  










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Usado encalha e soma estoque de cinco mil

Perdas acumuladas em 2008 já chegam a 40%. Preferência é pelo zero km


Garagens ofertam carros usados, mas consumidor não aparece. Ritmo começou lento em 2008 para este segmento
MARCONDES MACIEL
Da Reportagem

O boom nas vendas de carros zero quilômetro em 2007 e neste início de ano influenciou de maneira negativa a comercialização de usados na Grande Cuiabá. Isso devido às facilidades oferecidas pelas revendedoras, como prazos longos e juros reduzidos.

Em geral, o usado serve como entrada na aquisição de um modelo do ano e pode levar mais tempo para “sair” da garagem. “Se aumenta a procura por carros novos, deveria aumentar a busca por usados também. Mas está ocorrendo o inverso. As pessoas estão optando só pelo novo”, diz o presidente da Associação dos Corretores de Veículos de Cuiabá e Várzea Grande (Ascoauto), Heitor Matias Alencar.

Segundo ele, 2007 foi um bom ano para a venda de usados, entretanto, depois que as concessionárias passaram a oferecer prazos longos e vendas sem entrada, os negócios neste segmento despencaram. “No ano passado tivemos um crescimento de 20% nas vendas. Este ano, até 20 de fevereiro, já acumulamos perdas de 40% em relação a igual período de 2007”, conta Alencar.

Ele estima que na praça exista um estoque encalhado de aproximadamente 5 mil carros. “Tem garagem com modelos no pátio há mais de um ano e que não consegue vender. Este também é o nosso caso, pois as vendas estão praticamente paradas”. Os corretores da ‘Pedra’ – ponto de negociação de carros tradicional, em Cuiabá -, por exemplo, registraram uma média de vendas de 10 carros por semana durante 2007 (cerca de 480 carros vendidos). Este ano, a média não passa de duas unidades. Se esta média for mantida até dezembro, o número de carros vendidos não chegará a 100 carros em 2008.

Segundo Joel Gonçalves, gerente de uma garagem de Cuiabá, o carro sempre foi um sonho de consumo. “Quem está comprando um carro novo entrega o usado como forma de pagamento ou vende o usado. O problema é que a revendedora precisa vendê-lo com certa rapidez, pois carro parado é prejuízo”.

SEMINOVOS – Este não é exatamente o caso das garagens que comercializam carros seminovos. “Muitos clientes preferem ter um seminovo completo a um zero quilômetro básico. Com o valor de um novo, é possível encontrar veículos usados em ótimo estado e acessórios”, conta Eduardo Marques, gerente de uma garagem multimarcas de Cuiabá.

Segundo ele, a diferença de dois a três anos na fabricação de um carro pode equivaler ao ar condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas. É o caso do analista de sistemas Sérgio Florêncio, que nesta semana comprou um Meriva 2003. “Gosto de carros equipados e com o que eu pagaria em um zero, invisto no meu conforto”, diz. O veículo tem ar condicionado e direção hidráulica. Também o vendedor Marco Aurélio Dantas não pensou duas vezes antes de comprar o Gol Power 2002 há 20 dias. “As taxas de juros dos seminovos são muito atraentes e eu consegui dar uma boa entrada”, conta ele.



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