Morte suspeita de 7 macacos em MT
Da Reportagem
A morte de sete macacos no município de Nova Guarita (cerca de 700 quilômetros ao norte de Cuiabá) em janeiro deste ano está em análise sob suspeita de terem sido causadas pelo vírus da febre amarela. O caso passou a ser contabilizado no boletim epidemiológico do Ministério da Saúde como uma epizootia por febre amarela, mas ainda não está confirmado laboratorialmente. Conforme os dados do Ministério da Saúde, essa é a primeira morte de macaco em Mato Grosso com suspeita de ter sido causada pelo vírus da doença desde janeiro de 2007.
Até ontem, doze mortes de macacos em Mato Grosso haviam sido notificadas ao Ministério da Saúde, porém, sem suspeita de contaminação do vírus da febre amarela. Dessas, apenas a de Nova Guarita é considera suspeita da doença. Em 2007, somente um caso de morte de macaco foi registrado no Estado. No início desta semana, o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde registrou o primeiro caso de febre amarela silvestre em Mato Grosso.
Um trabalhador rural de 65 anos do município de Novo São Joaquim (cerca de 500 quilômetros da Capital) morreu no dia 3 de fevereiro com suspeita da doença, confirmada por exames laboratoriais dias depois. A morte aconteceu no município goiano de Mineiros. Logo após levantarem a suspeita de febre amarela, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Secretaria Municipal de Saúde de Novo São Joaquim tomaram as ações imediatas de prevenção à doença. Entre as ações, uma equipe da Vigilância Epidemiológica do município visitou o assentamento onde a vítima morava para verificar se houve morte de macacos nos últimos dias. Nada foi encontrado.
Outros dois casos suspeitos de febre amarela no Estado estão em análise no Instituto Evandro Chagas, no Pará: o de um morador de São José dos Quatro Marcos (cerca de 300 quilômetros da Capital) e uma índia de Juara (709 quilômetros ao médio norte de Cuiabá). Cinco técnicos de Brasília estão na região da aldeia para apurar as circunstâncias da morte da moça. (AC)
|