Terça feira, 21 de maio de 2019 Edição nº 11919 16/09/2007  










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Restaurante cobra de quem deixa comida

Iniciativa, encampada pelo Verde Vale do Shopping Pantanal, quer prevenir que clientes coloquem muito mais comida no prato do que consegue ingerir

Geraldo Tavares
Segundo gerente, comida que sobra é cobrada acima dos 450 gramas
ALECY ALVES
Da Reportagem

Um restaurante cuiabano começou a cobrar pelo desperdício. Clientes que deixam comida no prato têm o resto pesado e pagam proporcionalmente ao valor desembolsado pelo quilo da refeição. Um aviso na entrada da casa alerta para os prejuízos do hábito de desperdiçar alimentos.

Há pouco mais de um mês, quando o Verde Vale do Shopping Pantanal implantou esse regime, havia pessoas que deixavam no prato não apenas comidas triviais, como arroz, feijão, verduras e legumes, que fazem falta na mesa de milhares de brasileiros. Alimentos nobres, como filé de salmão, picanha e camarão, engrossavam a lista dos que acabavam servindo como lavagem de porcos.

Antes da cobrança, semanalmente, o restaurante acumulava entre três e quatro latões de 20 litros de restos de alimentos. De acordo com o gerente Rony Monteiro da Cruz, não restava outra alternativa se não levar a comida toda para os porcos da fazenda do proprietário.

Hoje, no setor de self-service, as sobras no restaurante foram reduzidas em cerca de 70%, segundo Cruz. E raramente se vê situações antes comuns, como pais abarrotando pratos para crianças menores de seis anos, que não pagam pela refeição integral. O restaurante cobra apenas desperdício superior a 450 gramas. Entretanto, como o detalhe não está explícito no aviso, os mais prevenidos preferem não arriscar.

“Às vezes a gente vai colocando mais e mais e quando percebe, passou do limite”, argumentou a universitária Maria Angélica dos Santos Pereira, de 25 anos. “Eu mesma já fiz isso”, confessou, aprovando a iniciativa do restaurante. Mesmo em sua casa, quando percebe que não vai comer tudo que pôs no prato, Maria Angélica disse que fica com a consciência pesada. “Penso no que meus pais pagaram pelo alimento e que pode ter alguém perto da minha casa sem comida para os filhos”.

O vendedor Paulo Emílio de Godói de Araújo Silva, 39 anos, sorriu quando leu o aviso. “Que legal”, reagiu, contando que hoje pode celebrar com alegria a vida que leva porque deixou para traz os anos de sofrimento que viveu com a família. “Passamos fome, mas não apenas aprendemos a dar valor aos alimentos, como estamos repassando esses ensinamentos aos nossos filhos”, completou. Paulo Emílio contou que ele e seus três irmãos mais novos foram criados apenas pela mãe, que ficou viúva aos 30 anos e trabalhava como diarista.



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Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto

· Quando criança junto com meus familiares  - Irvalino João Miotto
· A medida é educativa e necessária, porém  - rodrigo
· Belíssima iniciativa.A falta de limites   - Manoel Elias de Rezende
· OTIMA INICIATIVA POIS ENQUANTO MUITOS NA  - MAURO DALL AGNOL
· Nada mais sagrado que o alimento, porta  - GILMAR MALDONADO ROMAN
· Brilhante idéia, mais alí na tv João dia  - walter ,,,tijucal
· Concordo com a iniciativa desse restaura  - Jose Leopoldo Vieira da Silva




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