Domingo, 18 de agosto de 2019 Edição nº 11919 16/09/2007  










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Agressões crescentes

Pelo menos 3 denúncias semanais de espancamento em escolas da Capital, tanto públicas quanto privadas, chegam à DEA


Para a polícia, situação precisa ser contornada dentro das escolas, mas encaminhada à DEA em casos mais graves
ADILSON ROSA
Da Reportagem

As escolas se tornaram palco de violência na Capital. Toda semana, ao menos três ocorrências de espancamento por causa de desavenças entre os estudantes são registradas na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA). Esse número já é o dobro em relação ao ano passado, mas a quantidade de brigas envolvendo estudantes nas escolas da Capital é maior. E em mais de 90% dos casos os pais não procuram a polícia, mesmo nas situações consideradas extremas.

A explicação é que os estudantes temem represálias por parte do próprio agressor. A pancadaria não faz distinção - elas estão nas escolas públicas e privadas. O número é alto e preocupa policiais da DEA que, além de atender anualmente milhares de casos de adolescentes infratores envolvidos com todos os tipos de crimes, são obrigados a mediar uma situação que poderia ser resolvida dentro das instituições.

Segundo o delegado Adalberto Antônio de Oliveira, briga entre estudantes deve ser resolvida na própria escola, a não ser em situaçõs mais graves. Semana passada, por exemplo, um estudante de 14 anos acertou um murro no rosto de um colega de 13, que ficou com o olho roxo. A briga ocorreu num tradicional colégio privado de Cuiabá, que se limitou a suspender das aulas o agressor. A mãe do estudante agredido registrou queixa na delegacia e o caso foi parar no Juizado da Infância e Juventude, mas pouca coisa pode ocorrer ao infrator.

O caso, então, é encaminhado para a Vara da Infância e Juventude. Como se trata de adolescentes com família, não ficam detidos para o cumprimento de atividades sócio-educativas, até por se tratar de casos considerados brandos pelo Ministério Público. “Essas brigas são considerados casos de menor poder ofensivo. A polícia, no entanto, prioriza casos mais graves, como homicídios, latrocínios, porte ilegal de arma, roubos e tráfico de drogas praticados por infratores”, observou o chefe de operações da DEA, Wladimire Lima Barros.

Ele lembrou que no caso das escolas públicas, as agressões e ameaças atingem também professores e são mais violentas. Exemplificou que numa escola da zona rural da região do Pedra 90, um estudante chegou a quebrar utensílio da merenda escolar e chegou a se armar com uma faca correndo atrás da professora.

Pais dos alunos agredidos em geral acabam se precipitando quando procuram os pais dos agressores para defender o filho e acabam se envolvendo no tumulto. “É um procedimento errado. O seu filho foi espancado por outro colega, tem que procurar a direção da escola. Se não resolveu, então, procura a polícia. Nunca se deve procurar os pais do agressor primeiro”, completou o chefe de operações.

CONSELHO - O delegado da DEA quer que o problema envolvendo brigas de estudantes seja resolvido nas próprias unidades educacionais. Ele sugeriu que se reúna o conselho deliberativo escolar, e até o conselho tutelar da região, para decidir qual sanção tomar contra o infrator.

Ele acrescentou que, em muitos casos, são resolvidos em sua sala, dialogando com os envolvidos. Explicou que, em muitas situações, o aluno é ameaçado por outro ou brigaram sem deixar lesões. São casos que a Justiça não expede mandado de busca e apreensão (equivalente a prisão provisória ou preventiva), porque se trata de infrações consideradas leves. “Polícia só no caso de lesão corporal ou ameaça contra a escola”, orientou. “Nos casos também de armas localizadas (nas escolas), passa a ser obrigação chamar a polícia”. Oliveira adiantou que são dezenas as denúncias de estudantes entrando armados nas escolas públicas para estudar.



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· OLha,problema de violência,lesão corpora  - Isabel




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