Quarta feira, 20 de março de 2019 Edição nº 11912 07/09/2007  










ONOFRE RIBEIRO Anterior | Índice | Próxima

Independência é conhecimento

Dia da Pátria, independência ou morte, soberania brasileira, são denominações criadas para se falar de 7 de setembro, data que em 1822 significou o limite nos laços da subordinação da Colônia brasileira a Portugal.

Foi indispensável na época. O corte dos laços políticos que prendiam a Colônia à Coroa foram quebrados porque precisavam ser quebrados. Mas em pleno século 21, tudo isso é passado. Novos tempos, novos laços, novo conceito de independência.

No mundo do século atual, independência é deter conhecimentos. E conhecimentos adequados à realidade do mundo de agora. Isso significa dizer ter acesso para uso de tecnologias usadas para os meios de produção econômica. A globalização recente arrasou outro conceito de independência, amarrado à idéia das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas.

Quem possuir conhecimentos tecnológicos domina os meios e a produção, num mundo competitivo e comprador. O mundo é um grande mercado comprador e vendedor.

Mas as tecnologias libertadoras não caem do céu e nem nascem por geração espontânea. São fruto de longos estudos, de pesquisas e de construção. Leva tempo e custa dinheiro. A base, contudo, é uma só: a educação.

Bom. Aqui o Brasil comemora o seu 7 de setembro só na retórica, porque a educação que se pratica no país está mais para a era dos dinossauros do que para a era da globalização. As escolas de nível fundamental e médio fingem ensinar, e se dedicam a tomar o tempo de crianças e de adolescentes para ensinar informações perfeitamente dispensáveis à vida prática. As universidades se deliciam com o conhecimento acadêmico voltado para o passado.

Como se discute o passado no ensino superior. Detêm-se longos semestres a discutir a filosofia de Platão à luz da Grécia antiga, como se o mundo atual não tivesse nada de prático para Platão opinar. Lógico que tem. Mas é mais cômodo estacionar no passado e falar de um mundo antigo que não gera mais responsabilidades na vida atual.

Enquanto isso, o mercado de produção, que produz também o mercado de trabalho, progride, evolui, adota tecnologias nos meios de produção, mas padece da dificuldade de ter gente antenada com o mundo moderno. Cheios de diplomas, jovens recém-graduados partem para a vida profissional, cheios de Platão e vazios de realidade.

Sem produção relevante de conhecimentos científicos de uso tecnológico, nossos jovens sonham com uma independência que, se fosse lida à luz de hoje, seguramente repetiria Dom Pedro I: independência ou morte contra a ignorância!



* ONOFRE RIBEIRO é articulista deste jornal e da revista RDM

onofreribeiro@terra.com.br



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