Sábado, 20 de abril de 2019 Edição nº 11890 12/08/2007  










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Grupamentos táticos deixam de vestir farda diferenciada

ROSANI TRINDADE
Da Reportagem/Sinop

Uma portaria da Polícia Militar de Mato Grosso proibiu o uso de uniformes diferenciados na corporação. O Comando de Operações Táticas de Alto Risco (Cotar), que atua em Sinop desde 2005, por exemplo, terá que substituir os uniformes camuflados urbanos com os quais atuavam e, também, a pintura das viaturas (caminhonetes e motos) igualmente caracterizadas.

O grupo passará a usar o mesmo uniforme dos demais soldados da corporação, na cor azul escuro, com boinas e botinas pretas. A identificação ficará no colete e braçal.

A portaria nº08/07 de 4 de junho da Polícia Militar, em seu artigo segundo, destaca a proibição de uso de uniformes diferenciados para todo o policiamento do Estado, inclusive para o Comando de Operações Táticas de Alto Risco. A única exceção é para o Comando Regional Especializado, que possui uniforme e insígnias próprias.

O comandante geral da PM, Antonio Benedito de Campos Filho, fez uma reavaliação dos grupamentos especiais e tomou três medidas. Proibiu a simulação de ações em eventos abertos. Excluiu a utilização de uniforme previsto para o Batalhão de Operações Especiais (Bope), em outras unidades, e em terceiro lugar, exigiu a capacitação de toda a tropa e efetivo da PM e também dos policiais selecionados para compor o grupamento especial.

A decisão foi tomada depois que, no dia 26 de maio passado, a Polícia Militar realizou uma desastrada simulação feita pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) em Rondonópolis. A ação, programada para ser um espetáculo, se tornou um pesadelo na vida dos moradores do bairro periférico Jardim das Flores. Resultou na morte do adolescente Luiz Henrique Dias Bulhões, 12 anos, além de deixar outras 11 pessoas feridas por tiros e estilhaços.

A tragédia aconteceu durante a realização de um mutirão da prefeitura local. Na ocasião, pelo menos mil pessoas assistiam a um desfile cívico, seguido da apresentação dos militares, que simulavam um seqüestro com refém em veículo (um microônibus) tomado de assalto. Na simulação de resgate, foi disparado armamento municiado com projéteis reais, ao invés de festim. O motivo, supostamente um engano, ainda está sendo investigado pela corporação.



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· ridículo o homem bem preparado deve ser   - carlos magno
· Todas essas picuínhas servem apenas pra   - nei
· Para o Cmdo da PMMT é fácil falar isso e  - Michel




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