Terça feira, 18 de dezembro de 2018 Edição nº 11877 28/07/2007  










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Shopping Popular proíbe pirateados

Alvo da decisão é a venda de CDs e DVDs piratas. Comunicado impede a fabricação, comercialização ou simples circulação desses produtos no local

MAURÍCIO BARBANT D/C
Associados ao Shopping Popular foram comunicados da decisão da diretoria do local, ontem pela manhã
MARCONDES MACIEL
Da Reportagem

Em uma decisão surpreendente, a Associação do Shopping Popular dos Camelôs de Cuiabá proibiu ontem a venda de produtos “pirateados” no local. No shopping existem em funcionamento 390 bancas, das quais 30% (117) comercializavam produtos ilegais. A decisão foi comunicada pela diretoria do shopping, em reunião realizada pela manhã com os proprietários das bancas.

“Todos [os camelôs] foram comunicados de que se alguém for pego comercializando produtos pirateados, principalmente CDs e DVDs, poderá ter sua banca fechada e ser excluído do quadro de associados”, avisa o presidente da associação Misael de Oliveira Galvão.

Entre as justificativas para a proibição, ele ressalta que vinha sendo “submetido constantemente à investigação policial pela incidência reiterada de comercialização de produtos pirateados por algumas bancas e boxes, atividade ilícita altamente combatida pela nossa associação”.

Por isso, a entidade decidiu que, a partir de agora fica “terminantemente proibida”, nas dependências do shopping, a fabricação, comercialização ou simples circulação de produto pirateado, ficando os infratores sujeitos a penalidades, como o fechamento da barraca e expulsão do quadro de associados.

De acordo com o comunicado, o associado ou funcionário deste shopping que “expor, armazenar, vender ou circular mercadorias como CDs e DVDs pirateados terão sua banca ou box fechado, sendo excluído do quadro de associados desta entidade”.

“O associado que ceder sua banca ou box para terceiros responderá solidariamente pelo mau uso que dela fizer o seu cessionário”, frisa Misael Galvão, lembrando que caberá à associação exercer o “poder de polícia por meio de seus funcionários, que irão fiscalizar o recinto do Shopping Popular dos Camelôs.

Os DVDs piratas, por exemplo, podem ser adquiridos por até três unidades a R$ 10. Mas em geral, cada cópia ilegal custa R$ 5, inclusive lançamentos que nem estrearam no cinema.

EMPRESÁRIOS – Para o segmento das videolocadoras, a medida é bem-vinda, mas a Associação apenas se antecipou aos problemas, temendo uma nova ação policial no local.

O problema da pirataria em Cuiabá já levou donos de videolocadoras a procurar a Secretaria de Justiça e Segurança Pública, Polícia Federal e Ministério Público. Eles chegaram a protocolar documento na Procuradoria Geral de Justiça, relatando os problemas que as lojas do segmento vêm enfrentando por causa da pirataria que invadiu o comércio de CDs e DVDs. Os empresários cobram a ação do poder público para desmantelar a pirataria em Cuiabá.

“Defendemos um plano de atuação conjunta para desmancharmos este esquema que está afundando as lojas que pagam impostos e geram empregos”, afirma a empresária Dalva Grzybowski, uma das representantes da Associação de Videolocadoras de Cuiabá e Várzea Grande. Ela destacou a necessidade de se ter uma “atuação mais direta” no combate à pirataria.

Ela quer que os órgãos ligados à área de segurança pública do Estado, em conjunto com a Polícia Militar, Polícia Civil, Prefeitura, Ministério Público e Associação de Videolocadoras, se unam para combater a pirataria. “É possível inibirmos a ação desta máfia em Cuiabá. Basta trabalharmos de forma integrada”, diz.

FECHAMENTO - Em Cuiabá e Várzea Grande, a pirataria já é responsável pelo fechamento de diversas lojas e pela demissão de 50% dos funcionários do setor.

A CVC Vídeo, há 18 anos no mercado, já teve 11 lojas e neste ano fechou duas filiais. A Coxipó Vídeo, há mais de 20 anos no mercado, já teve cinco lojas e também teve que fechar duas. “Além disso, inúmeros pequenos empresários tiveram que fechar suas empresas por não conseguir competir com a pirataria e outros estão demitindo funcionários para reduzir custos, tendo em vista a drástica queda da receita”, relata.



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· ACHO UM ABSURDO. POIS ELES ESTÃO TRABALH  - marileide pereira camargo
· penso eu que é de direito iguais todo si  - marcos dione de souza reis
· o que eles vão vender??? lá só tem produ  - sabrina
· JÁ PAROU PRA PENSAR O QUANTO DE PESSOAS   - ALEX REIS
· eu acho que pulicial divia prender ladra  - elson




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