Quarta feira, 22 de maio de 2019 Edição nº 11785 08/04/2007  










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Coleção de Ópera abre com ‘Carmem’ de Bizet

O fascículo enche os olhos dos entusiastas. O leitor terá em suas mãos um prospecto detalhado sobre cantores solistas, maestros e companhias de ópera

Ney Arruda*
Especial para o Diário de Cuiabá

Sempre gostei de freqüentar as bancas de revista da capital. Nelas encontramos materiais interessantes, inclusive para a sala de aula do ensino superior. Pesquisando deparei-me com um novo produto comercial que acaba de chegar ao mercado em Mato Grosso. Adquiri por módicos vinte reais o primeiro exemplar da coleção ‘Grandes Óperas’ da Editora Planeta de Agostini do Brasil. Versa-se sobre compilação de trinta obras operísticas em DVD. São compositores convencionais como Verdi, Rossini, Mozart e Puccini. Essa antologia chega quinzenalmente às bancas. Tal coletânea foi lançada primeiramente em 2004 pela influente Editora Altaya na linda Barcelona de ‘Las Ramblas’. Eis ai um lugar de intensa atividade sócio-cultural no coração da capital da comunidade autônoma de Catalunya.

O inicial fascículo enche os olhos dos entusiastas. O leitor terá em suas mãos um prospecto detalhado sobre cantores solistas, maestros e companhias de ópera. Todos eles, intérpretes consagrados dos compositores escolhidos. Isto sem contar a gravação e edição musical da holandesa Philips, da inglesa Decca e da alemã Deutsche Grammophon. O conjunto é dotado de grande seriedade porque reúne ‘cobras’ como Plácido Domingo e José Carreras. Além de prima-donas do bel canto como Kiri TeKanawa e Cecília Bartoli. A regência tem cidadãos da estatura de Sir George Solti e Carlos Kleiber, entre outros maestros e orquestras internacionais.

Leitores-ouvintes poderão conhecer nesse primeiro número a ópera ‘Carmem’ do compositor francês Georges Bizet (1828 – 1875). O coitado não conheceu grande fama em vida. Chegou a afirmar em carta a um amigo que: “para ter sucesso é necessário estar morto ou ser alemão”. Impressiona que este caderno que narra passagens da vida do autor da obra enfocada é um prodigioso ‘Programa de Concerto’. Ele está dotado de fotos, esboços de figurinos e a sinopse da ópera, ato por ato. Além disso, vem um breve currículo dos cantores e do regente. Neste caso, o norte americano James Levine (Cincinnatti, 1943). Levine, à época da morte de Karajan foi cotado para sucedê-lo à frente na cobiçada direção artística da Filarmônica de Berlim. Pena que não se diz muita coisa sobre a orquestra que gravou a obra musical em questão, o Metropolitan Opera de Nova York.

Para nosso espanto econômico, existe o DVD contendo a Carmem de Bizet e um segundo DVD. Este apresenta o que chamaram de melhores “excertos de uma excepcional coleção”. Lá vamos assistir cenas das óperas que somos convidados a obter. A aliança para tal empreendimento da espanhola Altaya no Brasil, recebe a assinatura dos estúdios Universal Music. Enfim, são gigantes do mundo fonográfico erudito agonizante que unem esforços para dinamizar vendas em DVD de produtos encalhados. Elucida-se: é público que a música ‘on line’ vendida em sites pela Internet derrubou o consumo de CDs de música clássica em todo o globo. Então, agora o negócio é tentar massificar o canto lírico via dos jornaleiros e diminuir os prejuízos. Vá lá que esta antologia tenha uma implicação desmistificadora sobre óperas.

Óbvio que canto teatral em DVD comprado na banca tem vantagens. Em vez de se contorcer duas ou três horas numa cadeira de teatro, o ouvinte pára tudo e volta a assistir quando queira. O engodo vem mesmo no segundo fascículo porque o preço sobe para salgados R$ 39,99 reais. A coleção padece de limitações, pois não abrange os compositores do século XX. Espero viver o dia em que comprarei nas bancas DVDs de música de câmara!!



*Ney Arruda – professor universitário, advogado cuiabano e doutorando pela Universidad de Burgos (Castilla y León – España) – neyarruda@gmail.com



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