Preocupação de Bife era com a filha caçula
Da Reportagem
A viúva de José Silva de Oliveira, o Bife, Regina Lúcia Dias Fontes, está preocupada com o futuro da filha, Rita de Cássia Fontes de Oliveira, 7 anos, que era muito apegada ao pai. “Ainda não sei como vou dizer para ela que não tem mais pai. Enquanto ele (Bife) estava internado, sabia conversar com ela. Agora será diferente”, comentou. Bife morreu de falência múltipla dos órgãos devido a uma cirrose hepática aos 57 anos na madrugada de ontem no Hospital Jardim Cuiabá.
Regina lembra que o sofrimento de ex-ídolo do futebol mato-grossense começou em abril do ano passado, quando se internou na clínica de recuperação Linear, na comunidade do Sucuri. Bife foi para a clínica buscar tratamento atendendo a pedido de seu filho Fischer, de 30 anos, do primeiro casamento. Lá, deixou de beber. De fumar já havia parado há dois anos na época.
Regina conta que quando Bife deixou a clínica, dias depois foi internado com anemia e tinha muitas feridas pelo corpo. “Ele ficou internado no hospital São Luiz, em Várzea Grande. Lá, descobriram que ele era diabético. Daí que nosso sofrimento começou mesmo e não recebemos ajuda de quase ninguém, exceção do ex-prefeito Roberto França e também do vereador Francisco Vuolo. Vuolo sempre nos ajudou mesmo antes de ser eleito. Bife sonhava em voltar a trabalhar no projeto Bom de Bola, Bom de Escola”, lembra.
Regina conta que o prefeito de Várzea Grande Murilo Domingos o empregou como fiscal da STU e trabalhava de meia-noite até às 5h da manhã e isso prejudicou muito a saúde dele. “Bife queria voltar a trabalhar na beira do campo. Ele se preocupava muito com sua filha caçula Rita de Cássia. Agora não sei como vai ser daqui para frente, ainda mais que ele era muito apegado à nossa filha. Ele tinha medo de morrer e deixar a menina desamparada”, finalizou.
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