Domingo, 20 de agosto de 2017 Edição nº 11672 22/11/2006  










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Avião da TAM faz pouso de emergência

Fokker 100, que partia lotado de Várzea Grande para São Paulo, apresentou defeito no sistema de freios hidráulicos, com o rompimento de uma mangueira


Passageiros passaram momentos de tensão, principalmente ao recordar os últimos episódios trágicos da aviação brasileira. “Impossível não lembrar”.
RODRIGO VARGAS
Da Reportagem

Um Fokker 100 da TAM fez um pouso de emergência na tarde de ontem no aeroporto Marechal Rondon. A aeronave estava lotada e tinha acabado de decolar em direção a São Paulo (SP) - com escala em Campo Grande (MS) - quando apresentou defeito no sistema de freios hidráulicos. Os passageiros viveram momentos de tensão.

“Quando o comandante informou que teríamos de voltar por problemas técnicos, ficamos preocupados. Mas medo mesmo foi quando ele disse que não era uma emergência”, brincou o curitibano Jorge Martins, que seguia para a capital paulista e aguardava em uma longa fila pelo novo embarque. “O comandante foi muito hábil”.

De acordo com informações da Infraero, uma mangueira do sistema de freios hidráulicos da aeronave se rompeu. O pouso foi feito com o auxílio dos freios de apenas uma das rodas e contou basicamente com os freios aerodinâmicos – os chamados reversos.

Após pousar, o avião ficou parado na pista, a espera de um reboque. A retirada da pista desta forma, seguindo padrões internacionais de segurança, levou ao fechamento do aeroporto por cerca de cinco minutos.

Veículos de combate a incêndio foram acionados para acompanhar o procedimento, mas não houve princípio de fogo. O aparato serviu para retirar, com jatos d´água e produtos químicos, uma pequena quantidade de óleo que havia vazado na pista.

Nenhum funcionário da TAM quis comentar o episódio. Uma funcionária chegou a afirmar que o vôo havia sido simplesmente cancelado. Na fila para o reembarque, muitos passageiros temiam ter de seguir no mesmo avião.

O securitário Ari Leal, que seguia para Campo Grande, tinha acabado de telefonar aos parentes para relatar um dos maiores sustos de sua vida. “Senti muito medo. Na hora em que o avião subiu, já dava para perceber que havia algum problema”, relata.

Antes de embarcar no Fokker 100, a paulistana Ruth Santarocha enfrentou oito horas de ônibus desde a região norte do Estado. “Estou desde a manhã de hoje tentando voltar para casa, mas não consigo”, sorriu.

Segundo ela, a sensação vivida dentro da aeronave foi “terrível”. “Quando o piloto diminuiu a velocidade, a impressão que tive era de que o avião iria cair. Além disso, foi um pouso brusco. Deu para perceber que corríamos perigo”, relatou Ruth, que mencionou os últimos acontecimentos envolvendo acidentes e falta de controladores de vôo. “Quando você compra uma passagem, é impossível não lembrar”.



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Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto

· Vcs tem certeza q isso ai eh um Fokker 1  - Rafael
· Pô ... estou trabalhando em um Projeto e  - Eduardo Tavares
· Cai cai balão, cai aqui na minha mão. Os  - Fabiano Rabaneda dos Santos




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