Segunda feira, 17 de junho de 2019 Edição nº 11670 18/11/2006  










VISITA DE LULAAnterior | Índice | Próxima

Oposição não vai à inauguração

SONIA FIORI
Da Reportagem

A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Mato Grosso na próxima terça-feira não deverá contar com representante do PFL no Estado. Único a confirmar anteriormente a presença na inauguração da usina de biodiesel em Barra do Bugres, o senador Jonas Pinheiro (PFL) desmarcou ontem o compromisso.

O motivo da ausência de Jonas no ato de inauguração está na agenda do senador no Congresso Nacional. Relator da Comissão de Infra-estrutura e ainda da Comissão da Agricultura, Pinheiro assegurou não poder se afastar do Senado na próxima semana por conta de reuniões sobre o orçamento da União.

“Preciso estar presente nas comissões para defender minhas emendas nas áreas que considero prioritária. Infelizmente, não poderei participar da solenidade em Barra do Bugres”, explicou.

O convite para que Jonas participasse do evento partiu do diretor da Barralcool, João Petroni. Pinheiro iria se reunir ontem com o diretor da Usina de Álcool para justificar a ausência. “Vou me encontrar com o João Petroni para explicar o motivo pelo qual não poderei participar”, disse.

Contudo, o senador ficou fora da lista de convidados confeccionada pelo governo estadual. “Nem o governador, nem os coordenadores da visita do presidente Lula me convidaram”, lembrou.

Nas eleições deste ano, o PFL se uniu ao PSDB em Mato Grosso para apoiar a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) para a presidência da República. Apesar das tentativas do senador, o governador Blairo Maggi preferiu fechar apoio ao candidato à reeleição, presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pinheiro é considerado o padrinho político do chefe do executivo estadual.

Jonas, que havia confirmado anteriormente a participação no ato de inauguração, estava preparado para fazer algumas reivindicações ao presidente Lula. As principais cobranças se referiam ao setor do agronegócio e a logística do Estado para o escoamento da produção. Mesmo não podendo mais estar presente, o senador disse que espera que o governo federal mude o tratamento dispensado ao Estado até agora. “Espero que o presidente cumpra as promessas que fez tanto para Mato Grosso como para o país. Mato Grosso é o ponto de desenvolvimento da nação e um dos estados que mais tem futuro, mas é preciso ter investimentos”, destacou.



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