Terça feira, 18 de dezembro de 2018 Edição nº 11641 12/10/2006  










ELEIÇÕESAnterior | Índice | Próxima

Lula amplia vantagem sobre Alckmin

Geraldo Alckmin, candidato à presidência pelo PSDB, desdenha pesquisas e diz que segundo turno "zera” placar


Geraldo Alckmin demonstra muita confiança no segundo turno
Da Folhapress – São Paulo

A primeira pesquisa Datafolha após o debate na TV entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), realizado no último domingo, aponta que a vantagem do candidato petista subiu para 11 pontos em relação ao seu adversário tucano.

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, desconsiderou os resultados e disse que o segundo turno "zera” a eleição.

A intenção de voto em Lula oscilou de 50% para 51%. Já Alckmin caiu três pontos, de 43% para 40%, em relação à pesquisa anterior publicada no último dia 6.

Considerando apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos, o candidato do PT à reeleição tem 56% contra 44% do ex-governador de São Paulo. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos, para mais ou para menos.

O Datafolha entrevistou 2.868 eleitores em 194 municípios de 25 Estados. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 21.972/2006.

ALCKMIN

Geraldo Alckmin desconsiderou os resultados da pesquisa afirmando que o segundo turno "zera” a eleição. Para o tucano, a campanha recomeça hoje, com a volta do programa eleitoral no rádio e na TV, sem diferença favorável a ninguém.

O Datafolha mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, oscilou positivamente um ponto percentual, chegando a 51%, enquanto Alckmin marcou 40%, três pontos a menos que na pesquisa anterior.

"A campanha vai recomeçar amanhã, (hoje) com a TV e o rádio. Zera tudo, começa daqui para frente. Nós vamos crescer de novo”, disse o candidato, em entrevista às rádios "Bandeirantes” e "BandNews”.

Pouco antes, comentando seu desempenho no Estado de Minas Gerais - onde seu aliado Aécio Neves venceu a eleição com mais de 70% dos votos, mas na eleição presidencial, Lula levou a melhor -, Alckmin já havia dado a entender que não se preocupa com previsões iniciais. "Sou um candidato de chegada”, afirmou.

Para reforçar a idéia de que confia numa virada, o candidato do PSDB desqualificou as pesquisas de intenção de votos. "Sempre gostei de estatísticas, mas como erraram [no primeiro turno] uma barbaridade. Você pode escolher quem errou menos”, comentou.

De acordo com Alckmin, as pesquisas feitas pelo Datafolha nas últimas eleições sempre erraram sobre o desempenho do PSDB e do PT. Ele afirmou que, nos pleitos de 2002 e 2004, os candidatos tucanos tiveram votações mais expressivas do que o previsto e o PT, um número menor de votos.

"No meu caso, no primeiro turno, foi subestimada a minha votação e superestimada a do Lula”, acrescentou.

ESTRATÉGIA

Apesar de a postura mais agressiva adotada por Alckmin no primeiro debate deste segundo turno, realizado no domingo, aparentemente não ter surtido efeito sobre o eleitorado, o candidato deu a entender que não vai mudar de tom.

Não usou a palavra "agressivo” ou "ataque”, mas disse que vai seguir fazendo o que fez até agora. "O estilo é o mesmo: falar a verdade”, disse no início da entrevista.

Ao final, uma hora depois, fez uma definição mais amena de sua estratégia, mas ainda assim alfinetou a campanha do seu adversário. "Vou falar para as pessoas "olha, dá pra melhorar”, e desmentir as mentiras. Todo dia é uma mentira para gerar medo”, afirmou.

Entre os temas que Alckmin considera mentiras de seu adversário, a mais explorada na entrevista foi a questão das privatizações.

O candidato insistiu que não há previsão de processos de privatização em seu programa de governo e tentou reverter a discussão, afirmando que a proposta de seu adversário é aumentar impostos.

"O governo Lula, com esta cabeça de que não tem o setor privado, vai ter que aumentar mais imposto”, acusou Alckmin, depois de dizer que ele não pretende fazer "venda de ativos”, mas "trazer a iniciativa privada para fazer parceria público-privada” para a ampliação da infra-estrutura do país.

Em um segundo momento, opôs a sua visão de governo eficiente atuando em parceria com o setor privado à suposta visão do governo Lula de inflar o Estado. "Ele [Lula] não vai cortar gastos. Vai aumentar impostos”, afirmou.

Questionado sobre onde faria cortes nos gastos do Estado, Alckmin disse que sua estratégia é o combate à corrupção e ao desperdício. Segundo ele, é desperdício ter 34 ministérios.



Anterior | Índice | Próxima

Comentários Deixe aqui sua opinião sobre esse assunto




18:52 Depoimento tem teclado Quebrado e fio queimado
18:52 Empresa Boeing fecha termo de compra
18:52 Michel Temer sai em defesa de Dilma
18:51 Bolsonaro pede "disciplina" e "hierarquia"
18:51 Réver se aproxima de retorno


18:50 Timão se reforça para brigar por títulos
18:49 Oitavas terão duelos entre PSG e Manchester United
18:49 Felipe Melo ignora interesse do Fla
18:48 São Paulo luta para manter Hudson
18:48 Dourado não descarta deixar o Inter
Cuiabá
Min: 18°
Max: 36°

TOPO | PRIMEIRA PÁGINA | ÚLTIMAS NOTÍCIAS | POLÍTICA | ECONOMIA | CIDADES | POLÍCIA | ESPORTES
BRASIL | MUNDO | DC ILUSTRADO | CUIABÁ URGENTE | EDITORIAIS | ARTIGOS | AZUL | TEVÊ | E-MAIL
Diário de Cuiabá © 2018