Sexta feira, 03 de setembro de 2010 Edição nº 11632 02/10/2006  










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Bebida alcoólica “correu solta” durante a votação

KEITY ROMA
Da Reportagem

Bares movimentados e pessoas consumindo bebidas alcóolicas foram cenas comuns ontem em Cuiabá e Várzea Grande. Este ano, o Tribunal Regional Eleitoral decidiu não adotar a Lei Seca, que proíbe o comércio de bebidas com álcool no dia da eleição. Alguns eleitores chegaram a levar cerveja para a porta dos colégios eleitorais.

Os estabelecimentos mais procurados foram os localizados nas periferias em pontos próximos aos locais de votação. Na entrada da Escola Municipal Orlando Nigro, no bairro Pedregal, quatro pontos de venda de cerveja comercializaram o produto desde as primeiras horas da manhã. Na lanchonete do Moraes, o comerciante estima que ontem tenha aumentado em cerca de 20% o consumo de bebidas alcóolicas. “Tem muita gente entrando no bar, mas não há muita diferença das vendas dos outros domingos”, afirmou Adevaldo Miranda.

Mesmo embriagados, alguns eleitores não abriram mão de votar. “Já entraram vários cidadãos alterados, bêbados, aqui. É preciso ter paciência”, afirmou o secretário do colégio eleitoral na Escola Doutor Orlando Nigro, Edésio Rocha de Farias. No colégio Liceu Cuiabano, um homem foi detido pela polícia no período da manhã, ele teria entrado na escola embriagado e causado um pequeno tumulto. Na Escola Estadual Presidente Médici a situação se repetiu.

No portão da Escola Estadual José Leite de Moraes, no Cristo Rei, em Várzea Grande, um grupo de cerca de 30 homens se reuniu na esquina com um carro de som e com bebidas no porta-malas. Um deles afirmou que ainda não ficaria no local até o final da tarde, quando iria votar.

Nos bares do centro de Cuiabá houve movimento, porém menos intenso do que nos bairros, como Carumbé e Pedregal. Para o advogado Liberman Lopes, que votou pela manhã e em seguida foi para um bar com amigos, a suspensão da Lei Seca não altera em nada o processo eletivo.

“As pessoas sempre beberam, mesmo com a lei. A diferença é que antes elas bebiam em casa ou escondido e depois iam embriagadas para a rua. Quem atrapalha, vai atrapalhar sempre, independentemente dos bares estarem abertos ou fechados”, argumentou. Até o final da tarde nenhum juiz havia decretado o impedimento de venda de bebida alcóolica no Estado, de acordo com o juiz do Tribunal Regional Eleitoral, Agamenon Moreno.



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