Justiça americana pede exame de sanidade mental
Da Folhapress – Miami
Por determinação da Justiça americana, o lutador gaúcho de jiu-jitsu Carlos Alberto de Oliveira, 43, preso na última terça acusado de causar distúrbios num vôo de Los Angeles a Washington, terá de se submeter a testes de sanidade mental.
Em depoimento ontem ao juiz em videoconferência a partir do presídio em que está detido no Estado da Virgínia, Oliveira deu, por meio de um intérprete, declarações incoerentes e referiu-se várias vezes a "resgate" e a "dinheiro".
O juiz do caso indicou uma defensora pública para a defesa de Oliveira. Lorie O'Donnell disse que concorda com a avaliação da saúde mental do lutador.
Se comprovada a debilidade, ele poderá ter a pena atenuada ou convertida em tratamento psiquiátrico. Condenado, pegará até cinco anos de prisão. Outra audiência ocorrerá na sexta.
Ontem, o brasileiro brigou com agentes penitenciários da cadeia em que está preso. Ele deve ser acusado de interferir nas operações de um avião, mas não responderá por crimes federais, segundo o FBI (a polícia federal dos EUA).
Segundo testemunhas do vôo da United Airlines, Oliveira deu socos no ar e falou alto em português antes de tentar abrir uma das portas da aeronave. O brasileiro foi imobilizado depois da intervenção de outros passageiros e de dois agentes do FBI à paisana, procedimento comum após o 11 de Setembro.
No Rio Grande do Sul, sua terra natal, ele já teve de prestar serviços comunitários por tráfico de lança-perfume, cinco anos atrás.
Há três anos, ele colocou em prática um projeto chamado Resgate, para tirar crianças das ruas e ensiná-las a prática do jiu-jitsu.
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