Candidatos têm nomes esdrúxulos
NOELMA OLIVEIRA
Da Editoria
Os nomes dos candidatos registrados no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) às eleições deste ano mostram a concentração da mistura de raças em Mato Grosso, além de muitos apelidos no mínimo engraçados ou curiosos.
São sobrenomes de origem nas várias regiões do País. Mas é na opção de nome que a Justiça Eleitoral oferece para os candidatos que surgem personificações esdrúxulas que, na verdade, é como os candidatos se apresentam aos eleitores.
Alguns já são conhecidos da população mato-grossense não só pelo apelido diferente como também pelas inúmeras vezes que entram na concorrência eleitoral, como Zebra, o Manuel Novaes, que disputa uma vaga ao Senado pelo PSC, ou o Mandioca, que concorre novamente nesta eleição, desta vez à Câmara Federal, pelo PRP. Seu nome no registro de nascimento é Antonio Lucio de Oliveira Neto.
Em Mato Grosso, o eleitor pode optar por Garrincha, Muvuca, Nosangue, Português, Polaco Leiteiro, Gauchinho Abençoado, Santinho. Estes e muitos outros vão adentrar nas casas dos eleitores a partir do dia 15 próximo, quando começa o horário eleitoral gratuito na televisão e no rádio.
O nome fornecido à Justiça Eleitoral no quesito como o candidato quer ser conhecido diante do eleitor é a opção que aparece na urna eletrônica no dia da eleição.
Outros candidatos também se apresentam ao eleitorado com nome ou sobrenome do lugar onde moram ou o do partido em que militam. É o caso de Zé da Alameda -- segundo suplente do candidato ao Senado pelo PSDC. José Roberto de Oliveira Rodrigues, ou simplesmente Zé do PT. Também quem votar no candidato ao Senado pelo PRP, Aquino Correia, consequentemente vota em Heloísa Helena, esposa de Aquino e que ocupa a segunda suplência.
Outro que colocou sua identificação para os eleitores apenas com as consoantes “LN” foi o deputado estadual Eliene Lima (PP), que este ano disputa uma vaga à Câmara Federal. Trata-se, na verdade, da pronúncia do seu nome.
Conhecido no movimento estudantil por Muvuca, o candidato a deputado federal pelo PTB, José Marcondes dos Santos Neto, deu como alternativa à Justiça Eleitoral o apelido herdado há anos. É outro já conhecido dos eleitores em função da disputa pelo mesmo cargo em 2002, só que pelo PPS.
Há entre os candidatos registrados no TRE dois que se identificaram como TUT. Um deles é Devanil Justino da Silva, apelidado de Tut, que disputa uma cadeira na Câmara Federal pelo PSTU. O segundo é o suplente de deputado federal, Amador Ataíde Gonçalves, o TUT. Ele foi por dois mandatos deputado estadual.
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