Domingo, 21 de julho de 2019 Edição nº 11546 21/06/2006  










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Policiais federais param hoje

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Policiais federais de Mato Grosso devem paralisar as atividades durante todo o dia de hoje. A categoria decidiu parar devido à demora do governo federal em atender o reajuste salarial que vem sendo negociado há pelo menos um ano.

Não está descartada uma greve por tempo indeterminado, uma vez que a paralisação em Mato Grosso é só o começo de um movimento nacional que já está preparado para ser deflagrado, caso o reajuste não saia nos próximos dias.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Mato Grosso, Erlon José Brandão de Souza, o governo federal aprovou e se comprometeu em enviar ao Congresso Nacional uma medida provisória que prevê aumento de 30% ainda neste ano e outros 30% em fevereiro de 2007.

“O orçamento foi aprovado e o governo vem empurrando a aprovação da medida provisória. No fim do dia (de hoje), vamos nos reunir e se a medida não for enviada ao Congresso vamos parar na quinta-feira e, se for preciso, na sexta-feira também”, disse.

A adesão ao movimento grevista deverá atingir todas as categorias funcionais da PF: delegados, peritos, agentes, papiloscopistas, escrivães e servidores administrativos. “Somente o plantão irá funcionar”, informou Erlon Brandão. Atualmente, o salário inicial de um policial federal em início de carreira é de R$ 4.800 (bruto).

A categoria também luta por melhorias das condições de trabalho. Conforme Erlon Brandão, Mato Grosso conta com apenas 67 agentes federais, que trabalham na área de investigação e que estão espalhados entre as unidades de Cuiabá, Barra do Garças, Rondonópolis e Cáceres.

Neste último município, que faz fronteira com a Bolívia, são apenas 11 agentes. “A Polícia Federal de Mato Grosso não tem um quinto do número de agentes que seria necessário. Não há condições de trabalho”, afirmou.

Para o presidente do sindicato, Mato Grosso precisa de no mínimo 250 agentes federais. “Desde 1990 pedimos aumento do efetivo da PF. Para fazer segurança de um juiz temos que trazer gente de fora”, comentou. Ao todo, a PF conta com 120 funcionários (papiloscopistas, peritos, escrivães, delegados) no Estado.



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