Quarta feira, 22 de maio de 2019 Edição nº 11533 04/06/2006  










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Situação na Bolívia muito próxima do conflito

Especial para o Diário

O cientista político Roger Tuero, da Universidade Gabriel René Moreno, de Santa Cruz de la Sierra, vê o risco de graves problemas políticos e mesmo de conflitos, caso o processo de reforma agrária não considere as diferenças regionais bolivianas.

“Se o governo mobilizar grupos do altiplano para a ocupação de terras em Santa Cruz, poderá enfrentar um grave problema político e até mesmo conflitos”, alerta o pesquisador. “Será preciso priorizar os moradores da região que não têm terras. Só depois considerar a demanda de outros locais”.

Segundo ele, os movimentos sociais já vêm promovendo, de forma isolada, as migrações em direção às terras da região de Santa Cruz. “O governo não pode incentivar nem impedir este processo. Deve agir de forma séria e racional. Do contrário, poderá perder o controle da situação”.

É natural, diz Tuero, que haja movimentos migratórios de regiões menos desenvolvidas para os pólos de desenvolvimento. “É difícil impedir que isto ocorra, mas certamente a solução não é incentivar este movimento. Ao governo cabe criar condições para que haja empregos e oportunidades nas regiões impulsoras”.

Entre collas e cambas, o cientista político diz não enxergar rivalidade, mas sim diferenças de interesses e de modelos de desenvolvimento.

“De um lado está uma agricultura desenvolvida segundo os moldes do capitalismo. E, de outro, uma produção e um modo de vida que se sustentam em uma tecnologia distinta, adaptada às condições do ambiente. Onde alguns vêem conflito, eu vejo oportunidade de integração”.

TERRAS -- Para Tuero, o governo boliviano precisa anunciar com urgência as medidas que pretende colocar em prática em seu projeto de reforma agrária. Isso ajudaria a acalmar os ânimos de quem, por falta de informações oficiais, tem se deixado levar pelos boatos.

“Acredito que não haverá prejuízo a quem adquiriu sua terra de forma legal e que nela produz. Temos atualmente milhares de hectares ociosos nas mãos de especuladores. Essa riqueza deve voltar à mão do Estado para ser dividida com aqueles que querem trabalhar e viver”, argumenta. (RV)



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