Sexta feira, 19 de julho de 2019 Edição nº 11533 04/06/2006  










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Governistas e oposicionistas divergem sobre as acusações

Da Reportagem

As denúncias do chamado “mensalão” contrastam com as pesquisas de opinião pública, que apontam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o primeiro candidato disparado na preferência do eleitor. Isso, para alguns parlamentares estaduais, demonstra que o povo está desconfiado com o denuncismo. Para outros, no entanto, esse contraste representa e eficiência do marketing do governo Federal, que conseguiu reverter os prejuízos em bônus.

O primeiro secretário da Assembléia Legislativa, deputado José Riva, que pertence ao mesmo partido do deputado Pedro Henry, o PP, pondera que a sociedade está atenta para o denuncismo, que expõe o cidadão e depois não comprova nada. “Com certeza a denúncia influencia o eleitor, mas ele sabe distinguir. O eleitor não vai votar simplesmente pela denúncia”, avaliou.

Para o deputado Carlos Brito (PDT), a parte mais eficiente do governo do PT é a propaganda, que está conseguindo fazer com o que as denúncias não atinjam o presidente Lula. Para o parlamentar, a população vai reagir, mas não da forma esperada. “O tempo de campanha vai ser curto para fazer um trabalho de contra-informação. Os partidos trabalham só na época de eleição”, criticou.

O deputado Ságuas Moraes (PT), como a maioria dos petistas, sustenta a tese de que o que se comprovou foi a existência de caixa 2 para o financiamento de campanhas e não o “mensalão” e que essas denúncias envolveram parte do PT e de certa forma os partidos que estiveram envolvidos. “A somatória dessas corrupções vai fazer com que as pessoas pensem melhor na hora de votar. As pessoas envolvidas serão prejudicadas e os partidos, de certa forma, também”, avaliou.

A crise do “mensalão”, para o deputado estadual José Carlos do Pátio, deveria servir para a construção de um reforma política ampla. Porém, na avaliação dele, nada de substancial foi feito. “Houve a crise, não houve a reforma e o país continua do mesmo jeito”, avaliou. No entanto, o parlamentar acredita que o eleitor estará mais exigente na hora de escolher os seus candidatos. “A sociedade vai fiscalizar mais e o Parlamento vai ter que construir uma transparência maior”, acrescentou. (MR)



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