Benefício para deficientes e idosos supera Bolsa-Família
Da Folhapress – Rio
Programa de transferência de renda para idosos e deficientes, o BPC (Benefício de Prestação Continuada) cresce, em média, 10% ao ano, atinge 2,1 milhões de pessoas e, com o aumento do salário mínimo, passará a movimentar mais de R$ 9 bilhões, superando o Bolsa-Família. Mas, segundo um estudo recém-concluído, o programa poderia ser maior.
O trabalho da Universidade de Brasília, do Anis (Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero) e do Centro Internacional da Pobreza da ONU (Organização das Nações Unidas) sugere mudanças para que mais pessoas sejam beneficiadas.
"O critério de seleção é tão restritivo que só pessoas com deficiências muito graves são beneficiadas. Entendemos que deveriam ser aceitos os que vivem a experiência da desigualdade por ter funcionalidades diferentes das consideradas normais”, diz Debora Diniz, professora da UNB e uma das autoras do estudo.
O conceito de funcionalidade, adotado pela Organização Mundial de Saúde, leva em conta, no caso dos deficientes, o contexto social em que eles vivem.
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